Religião

Os Dons do Espírito Santo

Os Dons do Espírito santo são Sete ao todo, mas neste artigo cito cinco, porque inicialmente coloco o Dom da Sabedoria, Ciência e Entendimento juntos.

  1. Dom da Sabedoria, Entendimento e Dom da Ciência

            O Dom encarregado de levar a mais alta perfeição a virtude da caridade é o Dom da Sabedoria. A Sabedoria Divina é uma loucura a juízo dos homens, a sabedoria humana é uma loucura a juízo de Deus. A nós cabe ver com qual destes juízos queremos conformar o nosso.

            O Dom do Entendimento, como o Dom da Ciência, auxilia também a Virtude da Fé, pois a influência da Fé se estende a todos os movimentos da alma, fazendo-a enxergar todas as coisas através do prisma sobrenatural. O Dom da Ciência presta, pois, inestimáveis serviços à Fé, sobretudo no campo da prática, na sua expansão e desenvolvimento. Os que tem, sobremaneira, o Dom da ciência são os mais esclarecidos em todos os seus conhecimentos. Veem maravilhas na prática da virtude, descobrem graus de perfeição que outros desconhecem. Veem em um relance se as ações são inspiradas por Deus e conforme seus desígnios.

  • O Dom do Conselho

É indispensável o Dom do Conselho para aperfeiçoar a virtude da Prudência, sobretudo em certos casos repentinos e difíceis de resolver. Às vezes é muito difícil conciliar a suavidade com a firmeza, o momento de falar com o momento de se calar, o carinho afetuoso com a castidade. Nestes casos é preciso ter a prudência da serpente com a simplicidade da pomba(cf. Mt 10,16).

A lentidão excessiva é um dos vícios opostos ao Dom do Conselho, pois às vezes até se faz necessária uma reflexão madura, antes de agir, mas também, quando uma pessoa toma uma decisão segundo as luzes do Espírito, é necessário que ela proceda rapidamente para que não se perca aquela ocasião. Portanto é preciso invocar o Espírito Santo pela manhã ao nos levantarmos para lhe pedir sua direção e conselho ao longo do dia, para que tudo o que fizermos sejam sempre atos de amor para com o nosso próximo e possamos também tomar decisões acertadas à luz do mesmo Espírito; é importante também escutar no silêncio o nosso Mestre interior. Daqui nasce a nossa orientação existencial, que direciona também a nossa atividade moral.

  • O Dom da Fortaleza: “Tudo posso Naquele que me dá forças”

Nunca poderemos chegar ao heroísmo dos santos até que não atue em nós o dom da fortaleza. O dom da fortaleza concede aos santos a força para que possam resistir as grandes cruzes e tribulações pelas quais inevitavelmente terá que passar todo aquele que queira chegar ao cume da santidade. Portanto, não nos queixemos das cruzes, mas peçamos a Deus somente que nos dê forças para carregá-las.

  • O Dom da Piedade:

O dom da piedade nos comunica o espírito de afeto filial para com Deus e também um sentimento de amor fraterno para com próximo, para que vivamos como família de Deus, pois somos filhos de um mesmo Pai que está nos céus. Por esta virtude buscamos ter entranhas de compaixão para com aqueles que sofrem e nos move em vista de socorrê-los e ajudá-los. E assim choramos com os que choram, carregamos os fardos uns dos outros e aprendemos também a suportar com doçura as faltas dos imperfeitos e a levar conforto aos enfermos(cf. 1 Cor 9,22).  Os meios para fomentar em nós os Dons do Espírito Santo são os que seguem: o Recolhimento, a oração e a fidelidade à Igreja.

  • O Santo Temor de Deus:

Nós temos medo de que no futuro possa nos sobrevir algum mal. Contudo, de Deus, que é suma bondade, dele não devemos esperar mal algum. Se existe algum mal em nós, Deus não é autor deste mal, porque quando criou o mundo e nos criou, ele “viu que tudo era muito bom”.  Quanto mais débil e miserável a pessoa se sente, ou seja, quanto mais inclinado a cair, mais ela se refugia em Deus.

Fonte: O Grande Desconhecido, Antonio Royo Marín, O. P.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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