Tudo passa, só Deus Basta

Solenidade da Ascensão do Senhor
O Papa Francisco no âmago da Pandemia, lamentou uma sociedade marcada pela “avidez de lucro”, que se deixa consumir pelos bens materiais e “transtornar-se pela pressa”.
“Já há algumas semanas atrás , parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”, numa situação de isolamento.
Avançávamos, destemidos, “pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente”. É preciso ressaltou o Papa, na emergência atual, “redefinir o curso da vida”… e percebermos, também, a transitoriedade de nossa vida neste mundo. “Tudo passa, só Deus basta”, dizia Santa Teresa de Ávila. A Pandemia mostrou-nos com clareza a transitoriedade da vida e que neste mundo tudo é temporário e passageiro. Por isso as Sagradas Escrituras nos recorda que “Somos cidadãos do Céus”(Fl 3,20) e nos convida a “Buscai as coisas do alto”(Cl 3,1).
É possível constatar que na pessoa, ainda nesta terra, que vive a realidade do Céu, em “sua conversação não tem nada de desagradável, nem a sua companhia nada de fastidioso, mas tudo nela é satisfação e alegria”(Sb 8,16).
Na Solenidade da Ascensão de Jesus Cristo aos Céus, vemos que Ele se senta à direita de Deus Pai. A Igreja é o Corpo de Cristo, nós fiéis Batizados somos membros do Corpo de Cristo, a Igreja. Cristo é a Cabeça do seu Corpo e onde estiver a Cabeça, está o Corpo também, ou seja, a nossa humanidade redimida em Cristo, está agora diante de Deus, por isso os nossos pés caminham nesta terra, mas o nosso coração deverá estar voltado e ancorado em Deus.
“Assim como o Sumo Sacerdote, no Antigo testamento, todos os anos entrava no Santo dos Santos, para fazer intercessão pelo povo, assim, também, Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, entre no Santuário dos Céus” para interceder continuamente por sua Igreja, peregrina nesta terra. Cristo, ao subir ao Céu, adquiriu perpetuamente para todos nós o direito da dignidade da Mansão Celestial”(São Tomás de Aquino).








