Facção criminosa mantinha casa como “QG do tribunal do crime” no Sta. Efigênia
Uma denúncia anônima levou policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Franca e encontrar um local que estaria sendo usado como “Quartel General do Tribunal do Crime” mantido por uma facção criminosa em Franca. A descoberta ocorreu nesta terça-feira, 15, no bairro Santa Efigênia, após denúncia anônima que informava a ocorrência de uma série de tortura contra um homem no local. Com base na denúncia, os policiais foram até a casa onde haviam pelo menos 11 homens. Seis suspeitos fugiram do local imediatamente e outros cinco foram apreendidos. Na fuga, todos quebraram seus celulares.
O local em que a Polícia Civil fez a batida era monitorado por câmeras. A suspeita de que a residência era usada por uma facção criminosa como o “Tribunal do Crime” surgiu com base nas denúncias, porém, não foi possível determinar, segundo a polícia, sua veracidade. Isso porque, entre os suspeitos apreendidos, nenhum confessou o que faziam no local, nem quem estaria sendo mantido em cárcere e sob tortura.
A suposta vítima e outras quatro pessoas foram conduzidas à Central de Polícia Judiciária. Suspeito de ser “vítima do tribunal”, um dos homens apreendidos teria dito que “havia sido raptado no Leporace na segunda-feira (7) por 4 pessoas em um carro preto e que só não foi morto porque o executor ainda não tinha chegado no local. A informação corrobora com dados apontados por quem fez a denúncia anônima, porém logo a informação foi desmentida e negada em depoimento na CPJ (Central de Polícia Judiciária).
O aparelho DVR que faz a gravação captadas pelas câmeras de segurança da casa no Santa Efigênia foi apreendido e passará por perícia. A Polícia acredita que a vítima teria mudado a versão por medo de represálias de bandidos. Ainda segundo a Polícia, havia a suspeita de um segundo “condenado pelo tribunal” estar entre os apreendidos. Após depoimento, todos foram liberados. Os suspeitos poderão responder em liberdade por averiguação de associação criminosa, sequestro e cárcere privado. O caso segue em investigação.








