Religião

O sentimento da solidão

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.” Apocalipse. 3.20.

  O sentimento de solidão é algo comum a todos. Se fôssemos lembrar quantas vezes nos sentimos sozinhos, perceberíamos que a solidão não é “privilégio” apenas de quem está num quarto, isolado de tudo e de todos. É possível sentir-se sozinho na multidão, em meio aos familiares e amigos, e também quando ninguém está, de fato, ao nosso lado. É difícil medir qual destes sentimentos é mais insuportável.

Esse sentimento, responsável por atos inconsequentes de tanta gente, parece mesmo estar em todos os lugares. É algo intrínseco, que muitas vezes não depende de fatores externos, como a companhia de alguém. É preciso reconhecer que nestes tempos de pandemia e isolamento social, este problema tem feito muitas vítimas. Se sentir solitário entre a multidão pode se dar pela frieza com que somos tratados.

A indiferença, o anonimato, quase sempre se dá no meio da multidão. A solidão em meio aos familiares pode se dar quando não há compreensão, não há tempo para se investir na troca de algumas palavras que podem fazer diferença em nosso dia-a-dia.  Entes fisicamente próximos, mas emocionalmente distantes. Vários lares estão sendo surpreendidos com o uso de drogas, álcool, prostituição, traição, suicídio, porque não atentaram para o risco da solidão causada pelo relacionamento frio e distante de pessoas que, teoricamente, deveriam se amar e contar sempre umas com as outras.

A solidão em meio aos amigos pode se dar quando não se pode falar tudo o que se deseja, quando os interesses pessoais tiram a liberdade de valorização de uma real amizade. No momento em que mais precisamos deles, estão ocupados ou não podem fazer nada, apenas lamentar, e nos levar a pensar que realmente estamos sozinhos

Porém, preciso lembrar o querido leitor, que Deus é um ser Pessoal e Absoluto, pronto a relacionar-se profundamente conosco, a ponto de não nos sentirmos sozinhos, porque, de fato, nunca estamos. Deus é o limite final da solidão. Ele é a companhia de todas as horas. Quando estamos sendo ignorados pela multidão, desprezados por um ente querido ou mesmo traídos por um amigo, Deus, sim, é Onipresente, Onisciente e Onipotente. Todavia, torna – se necessário dizer que para termos a companhia de Deus em nossa vida, é preciso fazer o que versículo acima nos sugere. Precisamos abrir nosso coração para que ele faça parte do nosso dia a dia.

Só assim é que poderemos desfrutar da agradável presença de Cristo em nosso ser. Sinceramente, espero que se ainda não desejou ter uma experiência verdadeira com Deus, que esta reflexão, desperte você a uma verdadeira busca do sentido da vida, e com certeza, terás a oportunidade de desfrutar de todas as benesses que vem diretamente de Deus, preparadas para aqueles que procuram aproximar – se Dele.  Faça uma endoscopia espiritual de sua vida, olhe para dentro de você e veja se não está faltando a augusta presença de nosso Deus em seu viver.

Deus te abençoe.

Pastor Isaac Vicente Ribeiro

É formado em Teologia, atualmente preside a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Franca.

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