Religião

Paz e Harmonia

“A palavra “Shalom” vem da palavra-raíz “Salam”, que significa “estar-bem”, “estar completo”, “são” e “salvo”.

Paz é conceito básico na Bíblia. A palavra hebraica shalom é saudação que comunica uma paz completa. É resumo de tudo de bom que Deus quer oferecer quando faz aliança com o povo. O termo aparece na Escritura 239 vezes e abrange muitos significados: bem-estar, felicidade, saúde, segurança e relações sociais equilibradas; harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus. A paz na Bíblia não é só o contrário de violência e ódio, é a vida como ela deve ser. Por isso, com os salmos, o povo ora: “Escuto o que o Senhor Deus dirá: é a paz que Ele vem anunciar para o seu povo e seu eleito”. “Evita o mal, faze o bem, procura a paz e vai atrás dela!”.

Jesus, vítima de uma grande violência, não responde com violência. Toda sua vida e missão estão a serviço da paz. Por isso, Paulo diz que Cristo é a nossa paz, que Jesus fez uma unidade daquilo que era dividido, que destruiu a separação e fez uma humanidade nova pelo restabelecimento da paz. Ele derruba fronteiras e limites, recusa a lógica da violência e nos deixa a paz: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não vos dou a paz como o mundo a dá”. Também não se esquiva do sofrimento que se tornou comum em nosso mundo violento: aceitando padecer, ele se torna solidário com todos os sofredores, com todas as vítimas de todos os tempos e lugares.

Portanto Jesus aponta caminhos de paz. À paz não se chega pela mentira, pela fome, pela guerra, pela imposição da vontade do mais forte sobre o mais fraco, pela construção de muros de defesa. Não se alcança a paz por caminhos violentos. Os caminhos que Jesus aponta vão na contramão da violência: caridade, amor fraterno, perdão, solidariedade, compaixão para com o pecador, inclusão dos excluídos. A paz exige meios pacíficos e pessoas com uma espiritualidade pacificadora.

“É preciso construir pontes e não muros”(Papa Francisco).

Fonte: Portal Aleteia

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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