Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Santo Rosário ou Nossa Senhora do Santíssimo Rosário é o título mariano apresentado aquando da aparição da Santíssima Virgem Maria a São Domingos de Gusmão em 1214 na igreja do mosteiro de Prouille, na qual a mãe de Jesus entregou o Rosário ao fiel frade dominicano. É também o título pelo qual a Virgem Maria se apresentou aos três pastorinhos nas suas aparições em Fátima.
A palavra rosário quer dizer um punhado de rosas ou um buquê de rosas que se oferece a Nossa Senhora. Cada Ave Maria é uma rosa que oferecemos à Mãe do Céu, com carinho e esperança.
Instituição da Festa Litúrgica: Em agradecimento pela vitória da Batalha de Muret, o nobre Simão IV de Monforte mandou construir o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Vitória. Em 1572, o Papa Pio V instituiu “Nossa Senhora da Vitória” como uma festa litúrgica para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto. A vitória foi atribuída à intercessão da Virgem Maria por ter sido feita uma procissão do rosário naquele dia na Praça de São Pedro, em Roma. Portanto, a festa de Nossa Senhora do Rosário tem a classificação litúrgica de memória universal e é comemorada dia 7 de outubro, aniversário da Batalha de Lepanto.
Na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae o Sumo Pontífice João Paulo II, em 16 de Outubro de 2002, no 25º Ano do seu Pontificado, dirá que “O Rosário é um dos percursos tradicionais da oração cristã aplicada à contemplação do rosto de Cristo… Para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente ‘compêndio do Evangelho’, é conveniente que, depois de recordar a encarnação e a vida oculta de Cristo (mistérios da alegria), e antes de se deter nos sofrimentos da paixão (mistérios da dor), e no triunfo da ressurreição (mistérios da glória), a meditação se concentre também sobre alguns momentos particularmente significativos da vida pública (mistérios da luz). Esta inserção de novos mistérios, sem prejudicar nenhum aspecto essencial do esquema tradicional desta oração, visa fazê-la viver com renovado interesse na espiritualidade cristã, como verdadeira introdução na profundidade do Coração de Cristo, abismo de alegria e de luz, de dor e de glória(cf. RVM Capítulo II, 19).








