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A força da Rota da Cachaça em São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo lançou, nesta quinta-feira (11), a quarta rota temática de turismo, ampliando um projeto que já valoriza o interior paulista por meio das Rotas do Vinho, do Café e do Queijo. Desta vez, o protagonismo é de um dos símbolos mais antigos e identitários do Brasil: a cachaça, destilado com quase 500 anos de história.

As Rotas da Cachaça de São Paulo reúnem oito circuitos turísticos distribuídos por 65 municípios, fortalecendo o turismo rural, a economia criativa e a permanência das tradições no campo. Mais do que promover um produto, a iniciativa convida o visitante a percorrer territórios, conhecer pessoas, ouvir histórias e compreender os processos que unem passado e presente.

São Paulo destaca-se como líder nacional na produção e exportação de cachaça, concentrando 46% da produção brasileira, com destilarias que preservam métodos tradicionais ao mesmo tempo que dialogam com inovação, pesquisa e sustentabilidade.

Inserida nesse contexto, a Cachaça Barra Grande de Itirapuã representa o espírito da Rota da Cachaça Mogiana Paulista. Mais do que as três medalhas de prata conquistadas no 2º Concurso Paulista de Cachaça, o reconhecimento reflete uma trajetória construída com respeito ao tempo, à terra e à cultura rural.

Produzida em alambique, a Barra Grande foi premiada com seus rótulos Tradicional, Ouro (envelhecida em carvalho) e Dorotea (blend de madeiras). Cada cachaça traduz não apenas técnica, mas também o saber artesanal transmitido entre gerações, reforçando a ligação entre produto, território e identidade.

A integração à Rota da Cachaça amplia esse significado. O visitante que chega à região não encontra apenas uma bebida premiada, mas uma experiência sensorial e cultural, onde é possível compreender o processo produtivo, caminhar pela propriedade e conhecer as histórias que dão sentido a cada garrafa.

O Concurso Paulista de Cachaça, reconhecido pelo rigor técnico e pela exigência de análises e registros oficiais, reforça a seriedade do setor e a valorização da cachaça como patrimônio cultural brasileiro.

“Mais do que um prémio, esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo ao preservar processos e respeitar a identidade da nossa produção”, afirma Maurílio Cristófani, diretor da Fazenda Barra Grande de Itirapuã.

Ao fortalecer iniciativas como a Rota da Cachaça, São Paulo aposta num turismo mais humano, sustentável e enraizado, onde o valor está na experiência, no encontro e na preservação da cultura do interior. A Barra Grande de Itirapuã surge, assim, como um exemplo de como tradição, turismo e identidade podem caminhar juntos.

Re Comparini

É jornalista, radialista, psicóloga e colunista reconhecida pela Abraco (Associação Brasileira de Comunicadores e Colunista⁩s Sociais)

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