Religião

Os Bens Espirituais

A Religião, a Fé e a Eucaristia são essenciais para a vida?

Buscar a Deus é a aspiração mais nobre do homem, sinal de um desejo que move a pessoa para Aquele que o constitui como sujeito de liberdade; No caminho, porém, não basta ter trilhado o caminho certo; é preciso examinar o coração e verificar se ele é animado por uma intenção pura, se busca Jesus acima de todas as coisas ou se persegue outros objetivos. Por que pode acontecer que um padre com uma paróquia próspera ou um pai com uma família saudável fiquem perpetuamente insatisfeitos? É uma questão de olhar: perderam Cristo de vista, e tudo se torna irremediavelmente pesado porque se faz sem coração. A superficialidade que impede a falta de profundidade é o mal do nosso tempo. 

Podemos estar fisicamente próximos a sua Divina presença no tabernáculo eucarístico ou junto ao leito de um moribundo, mas ao mesmo tempo o coração pode estar alienado e dominado por desejos mundanos incompatíveis com o amor do Senhor.

É sempre a relação com Cristo que abre diante de nós o horizonte do eterno; sozinhos não podemos transcender a nós mesmos. O pão do céu satisfaz totalmente o desejo da alma humana. Muitos cristãos durante a pandemia do Coronavirus, forçados a um jejum eucarístico sem precedentes, compreenderam em sua carne o que significa estar desprovido do pão que desceu do céu, torturado pelas dores de uma fome espiritual comparável aos espasmos da fome material. Aqui está o desafio: Jesus é suficiente para mim?

A liberdade implica escolhas, sacrifícios, renúncias; envolve a superação de qualquer ambiguidade, porque uma pessoa que vive uma vida dupla usará suas energias para nutrir alternadamente uma situação e outra no desenrolar de sua vida, desgastando-se e dispersando-se. Aqui se faz necessário redescobrir a própria unidade e liberdade interior.

Fonte: Cerco il tuo Volto, Don Antonino Sgrò

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

2 Comentários

  1. Belo texto, obrigada padre Mário! Sempre nos ajudando e nos inspirando a sermos pessoas melhores

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