A corporeidade humana

As publicidades e propagandas ostentam quase sempre o corpo da pessoa sadia e sarada. A imagem do corpo é dominante e tem sido cada vez mais exposta.
Nas publicidades, geralmente são exploradas mais a imagem do corpo jovem, porque é mais atraente e mais belo é mais sedutor e mais desejável. “Vaidade das vaidades!”.
O corpo mais valorizado no mundo midiático não é o corpo real, mas o corpo virtual, ditado pela estética e pela moda.
Em nosso corpo, desde a gestação, estão registradas a nossa vida, a nossa história: infância, adolescência, juventude e velhice. Coisa impressionante é olharmos o rosto de uma pessoa idosa. As rugas refletem uma história de sofrimento, de lágrimas, mas também a satisfação plena de uma missão cumprida. Cada um tem um rosto que mereceu em base da história que viveu.
Não só utilizamos a linguagem verbal, falamos também com a expressão corporal, através do olhar e da postura. Falar com o corpo é uma arte. Com o corpo podemos ser simpáticos ou antipáticos. O corpo é também o meio pelo qual nos relacionamos com Deus e com a natureza, com o próximo e com a sociedade. Na visão cristã, o corpo é templo do Espírito Santo, o lugar da habitação de Deus. Podemos refletir também em nosso corpo a imagem de Cristo: “Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”(Gálatas 2,20).
Isabel, prima da Virgem Maria, cheia do Espírito Santo, naquele tão salutar encontro, pronuncia estas lindas palavras: “Bendita sois entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre…”(Lucas 1,42).
Vemos que Maria é a portadora de Deus em seu corpo e sempre que ela se aproximar de cada um de nós, será para comunicar e oferecer as graças que seu Filho Jesus Cristo nos tornou merecedores.

Fontes: Enzo Bianchi e Adolphe Tanquerey








