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“Abençoa, Senhor, as famílias! Amém! Abençoa, Senhor, a minha também!”

Jesus respondeu aos fariseus a pergunta sobre o divórcio. A Lei de Moisés permitia em alguns casos esta prática (Dt 24,1-3). Segundo o Mestre, esta permissão tem a sua origem na “dureza do coração” (Mc 10,5), na desobediência ao projeto de Deus, mas não é a sua intenção original, pois homem e mulher foram criados para um relacionamento estável, permanente e indissolúvel. “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2,24). Mesmo cada um conservando a sua individualidade, personalidade e características particulares, “uma só carne” supõe comunhão de vida, complementaridade, união de interesses, sentimentos e propósitos comuns. Esta estabilidade matrimonial é dom do Espírito e compromisso do casal, e a felicidade da família vem da resposta fiel de ambos à intenção do Criador. Se os laços se rompem, o casamento perde a sua unidade e indissolubilidade, e todos sofrem as consequências.

O casamento é uma vocação. Entre os cristãos católicos, foi elevado à dignidade de sacramento. Nele, a família adquire o seu caráter sagrado e a sua santificação. A catequese de Jesus sobre a estabilidade e a unidade famíliar é um sinal de alerta para quem quer constituir uma família, de acordo com a vontade e os desígnios de Deus. A Igreja também chama a atenção para os perigos e o descaso que a sociedade atual impõe sobre a família, e tutela os seus casais, através da Pastoral Familiar, ajudando-os na fidelidade desta árdua missão. Não se pode deixar de acreditar no valor e na bênção que é uma família, patrimônio da humanidade.

Nossas orações para que cada família seja alicerçada na unidade e na santidade. Não se pode formar uma família onde faltam as bases de relações banhadas pelo amor.

Iniciamos o mês dedicado às missões, rezando por esta dimensão que constitue a vocação da Igreja, sua verdadeira identidade: evangelizar. Nascida por obra do Espírito Santo (At 2,1-4), ela recebeu do Senhor a força e a luz necessárias para continuar a sua obra de redenção.

Nossas orações também aos prefeitos (as), vices e vereadores (as) que serão eleitos para governar os municípios na próxima gestão. Que tenham bom êxito na promoção do bem comum e no desenvolvimento de nossas cidades.

“Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos…Ó Senhor, que venha a paz ao vosso povo!” (Sl 127,1.6).

Dom Paulo.

Dom Paulo Roberto Beloto

É Bispo da Diocese de Franca

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