Religião

A força do Silêncio

Apesar de tudo, é preciso sempre clamar a Deus. Em meio ao desespero, clame aos Céus, em meio à insegurança, ao perigo e à angústia, clame aos Céus. Mas quando formos humilhados, desacreditados, caluniados, permaneçamos em silêncio. Escondamo-nos no Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois é nos batimentos de um coração silencioso que a Fé e a confiança em Deus permanecem intocáveis. As guerras, a barbárie ou qualquer outra ameaça jamais poderão nos tirar a paz e a confiança em Deus.

A palavra de uma pessoa pode até nos colocar para baixo e nos ofender, mas Deus nos educa para o perdão. Ele nos ensina a pedir e a rezar pelos nossos inimigos. Deus envolve o nosso coração num refúgio de ternura para que não nos contaminemos pelo ressentimento. Ainda que soframos maledicência, difamação e até humilhação pública, e isto venha de onde vier, devemos em momentos tais manter a calma e o silêncio, pedindo a Deus a graça de nunca sermos tomados pelo rancor ou pelo ódio, mas pelo sentimento de humildade no amor a Deus e a Igreja. Na Cruz Jesus nos reconciliou com Deus; Ele derrubou o muro que nos separava uns dos outros. Cristo sofreu por nós e deixou-nos o exemplo, a fim de que sigamos seus passos. A Cruz é uma grande escola de contemplação, oração e perdão. A Virgem Maria também permaneceu silenciosa aos pés da Cruz.

Diante do horror não há coisa mais urgente que a oração. Como os gulags(Campos de trabalhos forçados) caíram? Pela oração silenciosa de João Paulo II e de toda Igreja apoiada pela Virgem de Fátima. O silêncio do Rosário obteve o impensável e o mundo ocidental foi fortemente surpreendido…

A oração e o silêncio salvarão o mundo.

Fonte: A Força do Silêncio, Robert Sarah e Nicolas Diat.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo