Sete pessoas teriam tomado vacina vencida contra Covid-19 em Franca

Sete pessoas em Franca teriam tomado doses vencidas da vacina Astrazeneca em Franca. Segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo, nesta sexta-feira, 2 de julho, pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina de Oxford foram aplicadas em diversos centros de saúde do país. Sete dessas doses teriam sido aplicadas na cidade. De acordo com a matéria, os dados que comprovam que as doses vencidas foram aplicadas são baseados em registros oficiais do Ministério da Saúde.
No levantamento disponibilizado pela Folha de São Paulo, constam os lotes e o vencimento dos mesmos, as unidades onde as doses foram aplicadas, o número de doses em cada local. O dia de aplicação de cada dose não consta no levantamento.
As doses aplicadas fora do prazo de validade na cidade seriam dos lotes 4120Z001, com vencimento previsto para o dia 29 de março (três doses aplicadas, uma na UBS do Ângela Rosa, uma no Guanabara e outra no Brasilândia); lote CTMAV520, com vencimento no dia 31 de maio, também uma dose aplicada na UBS do Ângela Rosa; CTMAV501, com validade de 30 de abril e aplicada na UBS do Leporace; e, por fim, duas doses do lote 4120Z004, com vencimento no dia 13 de abril e aplicadas no Núcleo de Saúde do Paineiras e no Centro de Saúde 1.
O levantamento da Folha de SP foi feito cruzando dados de duas bases – DataSUS e Sage – a partir do número do lote das vacinas. Foram consideradas todas as imunizações do país contra Covid-19 até 19 de junho.
O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 orienta que quem tomou imunizante vencido precisa se revacinar pelo menos 28 dias depois de ter recebido a dose administrada equivocadamente, já que, na prática, é como se a pessoa não tivesse sido vacinada.
Procurada pela reportagem da Folha de Franca, a Prefeitura informou, através de nota, que “A Secretaria de Saúde está fazendo um levantamento e entrará em contato com as pessoas, que teriam recebido a vacina Astrazeneca, com lote fora do período de validade e aguarda orientações da GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado) para adotar as providências necessárias”.








