Religião

Manuseie o perdão

“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” Mateus‬ ‭6:12‬ ‭NVI

Vamos falar sobre perdão? Vamos pensar juntos sobre esta prática cristã tão cobrada, pouco praticada e tão humanamente custosa? Vamos falar sobre um ato de total renúncia e de total obediência. Mas vamos falar aqui, acima de tudo, sobre o privilégio de poder manusear o perdão.
O texto acima, tão conhecido é parte da oração do pai nosso. O texto citado de cor por muitos de nós, mas pouco aplicado, ‬‬mostra que o perdão é imprescindível entre nós, os homens, e é um parâmetro do nosso perdão junto ao Pai. Todas as vezes que oramos a Deus pedindo perdão estamos declarando que já fizemos a nossa parte de liberar as vidas dos nossos devedores.

Muito já se falou sobre o perdão. Perdão é mandamento; é uma perda muito grande; perdão é para os fracos, porque nossa força de exercer essa liberação vem de Deus; Perdão é setenta vezes sete; enfim, tenho certeza que muito mais poderíamos escrever aqui sobre isso, mas quero hoje falar sobre o perdão como um privilégio. E não somente sobre a dádiva de ter nossos pecados e falhas perdoadas pelo Deus de amor, mas por termos a oportunidade de perdoar!
Lendo o antigo testamento vemos ali o mundo sem a graça de Deus. Um mundo olho por olho e dente por dente. Um mundo onde os pecados eram ‘quitados’ com sangue e sacrifícios, mas onde o homem não tinha de onde obter poder e autoridade para lidar com sua natureza de pecado.

Este assunto é bem mais profundo do que podemos falar aqui em poucas linhas, mas quero que você veja que, com a vida, morte e ressurreição de Jesus, nós ganhamos uma oportunidade e um privilégio duplo. O de termos nosso passado e pecados apagados e perdoados, mas também a oportunidade (sim, oportunidade) de ceder perdão.
Quando enxergamos o perdão como liberar alguém que não merece, nos colocamos no lugar do julgador, aquele que tem o poder (que na verdade não tem) de avaliar o merecimento ou não desta liberação.

Mas a verdade é que o perdão ao outro tem poder maior sobre mim. O perdão que eu libero é uma dádiva de amor que Cristo conquistou na cruz. Quando eu me disciplino todos os dias a abrir mão e oferecer perdão, eu ministro sobre mim mesmo, a cura, a liberdade e a vida plena de Cristo.
É maravilhoso o privilégio de poder dar ao meu próximo o mesmo benefício que Deus me oferece todos os dias, de poder ser verdadeiramente um homem ou mulher à sua imagem e semelhança.
O resumo de hoje é: a conquista de Cristo é o perdão para nós e o privilégio de sermos seus imitadores é oferecer o mesmo perdão, que opera em mim muito mais do que pode operar na vida do outro.

Perdoe!

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