Religião

Ideal de Felicidade

A vida coloca diante de nós continuamente muitas alternativas entre as quais temos que escolher. Às vezes em meio a tantas dúvidas deixamos que a vida escolha por nós.   Mas o critério fundamental das nossas escolhas nada mais é aquele de sermos felizes, ou seja, nas nossas escolhas está em jogo a nossa felicidade. Deus nos quer plenamente realizados.

O Pobre que cita as Bem aventuranças é aquele que pode contar somente com Deus: “Felizes os pobres”. E justamente a pessoa encontrará a felicidade somente em Deus, entregará sua vida a Ele. Pobre é aquele que deixa Deus conduzir e se manifestar em sua vida, como Nossa Senhora: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra”. Quem é pobre sempre tem necessidade de alguma coisa, o rico ao contrário já está farto e não tem necessidade de nada, seja no campo material ou espiritual. Para Santo Inácio de Loyola, o primeiro degrau para adquirir as virtudes é a pobreza. Neste momento deixo uma pergunta para todos nós: Qual o nosso ideal de felicidade?

A abertura da cena das Bem Aventuranças é solene. Está para acontecer algo importante: Jesus proclama o seu programa de vida diante dos Discípulos e de toda a multidão.

Portanto, ser “feliz” não significa experimentar uma dimensão de bem – estar de posse de uma paz interior, mas, significa ter uma vida pela qual vale a pena viver, amar e sofrer. 

Devemos ter a coragem de pensar com firmeza que a nossa vocação comum, é um chamado à Santidade.  Santo Agostinho pensando nos Santos e meditando sobre suas heroicas virtudes, afirmava: «Se este e aquele chegaram a ser santos… porque eu não chegaria?».

Honrando os Santos, a Igreja lembra que suas vidas eram intimamente unidas ao sacrifício do Altar. Ali os Santos e Santas receberam graças extraordinárias para praticarem as virtudes – uma oblação de vida verdadeira – em grau heroico. Foi a fonte da Eucaristia que os alimentou no caminho da perfeição. O exemplo dos Santos nos ensina a maneira de viver a nossa vida em meio a perigos e tentações no mundo. Eles nos ensinam a viver o espírito de pobreza, ou seja, numa total dependência de Deus.

Os Santos e Santas Místicos sabiam que uma prática diária de estarem sozinhos com Deus era necessária para rever o dia e refletir sobre o bem –estar da alma, por isso tinham uma devoção à oração e uma fé inabalável em Deus.  A vida se torna uma jornada vazia sem a companhia de Deus. É bem verdade também, que a nossa vida se torna ainda mais plena na prática do amor e do serviço ao próximo.

Fonte: P. Gaetano Piccolo SJ – Compagnia di Gesù (Societas Iesu).

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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