Colunas

Cheio de nada, longe de tudo

Combativa a estrela que brilha sozinha,
Tentando se fazer perceber
Diante das luzes da cidade.

Solitária, longe do nada
E cheia de tudo,
De luz própria, quiçá vida.

Triste o homem ofuscado em si mesmo
Que desistiu de lutar
Contra a escuridão que o cerca.

Solitário, longe do tudo
E cheio de nada,
De melancolia e sem vida.

A estrela que não brilha é morta.
O homem que brilha ensina:
Faça-se perceber,
Seja suficiente em si,
Mesmo no vácuo,
Mesmo diante de tanto nada.

Michel Pinto Costa

É Oficial de Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, em Franca, e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Franca.

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