‘Tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus’

(Rm 8,28).
Por Dom Paulo Roberto Beloto
As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor revelam o Reino dos Céus como o único bem (Mt 13,44-46). Por ele, vale a pena arriscar tudo. Quem o descobre é capaz de se desfazer do que tem, pois sabe que adquiriu algo maior, de valor incalculável. Temos necessidades, mas nada substitui o Reino, que é a própria presença de Deus em nossa vida e o que ela significa: amor, perdão, justiça, paz e salvação, nossa verdadeira felicidade. “Não sabeis que vosso corpo é santuário daquele que habita em vós, o Espírito Santo que recebestes de Deus?” (1 Cor 6,19).
A sabedoria divina consiste em ter “um coração compreensivo”, capaz de “discernir entre o bem e o mal”, e de “praticar a justiça” (1Rs 3,5.7-12). Acolher essa sabedoria é adquirir um tesouro, é ter o discernimento certo para governar a vida.
Nós “somos chamados para a salvação”, predestinados a sermos conforme à imagem de Jesus Cristo, justificados pelo seu sacrifício na cruz, e com ele, glorificados (Rm 8,28-30). Na liberdade, escolhemos o caminho seguro e feliz, que só o Senhor pode nos oferecer, presente na sua Lei, que “vale mais do que milhões em ouro e prata” (Sl 118,72). A fé nos leva a esperar e confiar sempre em Deus, aconteça o que acontecer, pois “tudo contribui para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28).
No final dos tempos, Deus irá separar os bons dos maus (Mt 13,47-51), aqueles que foram fiéis à Palavra e os injustos. O juízo é um apelo à perseverança no caminho do bem. O futuro orienta o que fazemos agora.
“Todo mestre da Lei que se torna discípulo do Reino dos Céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13,52).
Minhas orações a todos.
Dom Paulo Roberto Beloto é bispo da Diocese de Franca








