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Criador no Aeroporto é multado em R$ 7,5 mil por manter aves silvestres em cativeiro

A Polícia Ambiental vem desenvolvendo a Operação Huracán – de prevenção a incêndios florestais – desde a última segunda feira. Na tarde de ontem, terça-feira, durante uma das diligências de fiscalização, o 1º Tenente Eufrásio e o cabo Alandieri, sob o comando do Capitão Rodrigo, da 3ª Cia, encontraram, do lado de fora de uma residência do Aeroporto 3, algumas gaiolas com aves nativas. O proprietário das aves alegou ser criador amadorista registrado junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Na checagem, a equipe encontrou 15 aves silvestres. Sendo 14 coleirinhos (13 sem anilhas e um deles com anilha violada) e 1 trinca-ferro, também sem anilha.

Os policiais verificaram, também, que o proprietário das aves possuía autorização do Ibama para manter 18 aves em seu plantel, mas que no local estavam apenas 4. E ele não prestou contas da localização das demais aves, nem tampouco havia feito atualização de cadastro informando eventual morte das mesmas.
Diante dos fatos, foi elaborado um Auto de Infração Ambiental por ter em cativeiro espécimes da fauna nativa silvestre sem origem, foi aplicada multa no valor de R$ 7.500,00 e o infrator responderá por crime ambiental. As 15 aves irregulares foram apreendidas e destinadas ao Vitas (Viveiro Transitório de Aves Silvestres) da Prefeitura de Franca, que funciona junto ao Zoobotânico. No Vitas eles passarão por avaliação veterinária para identificar se eles estão aptos a voltar à natureza. Se estiverem aptos, será feito um trabalho de readaptação. Caso eles não tenham condições de voltarem à natureza, serão encaminhados para o viveiro que existe no local.

As anilhas

O anilhamento de aves é utilizado com o objetivo de se fazer a identificação da ave junto ao Ibama como, também, o controle de criadores de aves exóticas e silvestres. O método consiste na marcação individual das aves com um pequeno anel de metal ou plástico na pata.
Elas são como um “selo público”, uma identificação que vem do Ibama para que seja feito o controle de que o criador autorizado está com as aves que estão cadastradas sob sua responsabilidade.
Essas anilhas são cadastradas no Ibama e geram códigos individuais. Quando é feita a fiscalização, a ave identificada pelo código da anilha que consta no registro de plantel do criador deve estar no local indicado no cadastro. Se não estiver, ele responde por isso.

No caso criador do Aeroporto, como ele tinha 18 aves cadastradas no seu no plantel, eram essas aves que deveriam estar em seu poder. Mas somente 4 estavam ali e as demais eram irregulares. “Então, ele terá que responder pelas aves que não estavam na residência. Terá que explicar o que aconteceu com elas, onde estão, se morreram, se deixou com alguém para parear”, explicou a assessoria da Polícia Militar.
Da mesma forma, se a fiscalização encontra anilhas com sinais de adulteração, isso gera um problema para o responsável por adulteração de sele público, que é crime e o criador do Aeroporto vai responder por isso, também.

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