Religião

“Ser mãe é padecer no paraíso”

As mulheres com o passar do tempo, foram conquistando um espaço cada vez mais amplo no mercado de trabalho e nas mais variadas profissões, passaram a ter mais espaço na vida acadêmica, ocupando as cadeiras dos mais diversos cursos, conquistaram a liberdade de decidirem sobre o seu destino, sobretudo, o direito de deliberarem sobre o seu próprio corpo. Isso colocou em choque a questão da maternidade.

É fato que a experiência da maternidade é, digamos, mais intensa do que o da paternidade, afinal, é da mulher a função de gerar o filho em seu ventre durante nove meses, dar à luz, em seguida, alimentá-lo através da amamentação. 

Por mais que existam tarefas que apenas a mãe possa realizar, como amamentar, por exemplo, existem diversas outras que podem ser compartilhadas com o esposo. Desse modo, evite querer fazer tudo sozinha e peça ajuda, pelo seu próprio bem e do seu amado filho, pois a sobrecarga pode fazer com que sofra com estafa e outros problemas, principalmente porque no tempo da gravidez e pós gravidez, a mulher costuma estar mais sensível por conta de questões hormonais.

Ser mãe é sentir muito medo: medo de perder, medo de errar, medo de não conseguir. É sentir medo por si e pelo seu filho. Medo do mundo e das ameaças que ele representa. De não conseguir protegê-lo das coisas ruins que terá que viver. É como andar na corda bamba, segurando o filho nos braços.

Claro que existe um lado maravilhoso e gratificante de ser mãe, mas tem mães também que usam a máxima de que ser mãe é “padecer num paraíso”. É bom sempre lembrar: mães são humanas, de carne e osso! Muitas mães passam por momentos difíceis, sentem-se frustradas, esgotadas e até mesmo incapazes às vezes de cumprir sua missão. É claro que às vezes o cansaço e o desânimo tomam conta dessas mulheres tão dedicadas.

A cada nova conquista dos filhos, a mãe vibra de emoção como se fosse algo com ela própria. O primeiro sorriso, a primeira palavra, o primeiro passo.

No entanto, ela também sente cada dificuldade: a primeira vacina, o primeiro dente nascendo, a primeira cólica, etc.

Apesar de tudo: do cansaço, do sentimento de fracasso, do medo e da culpa, a mulher descobre o quanto ela é forte por ela e por seus filhos. Ela é capaz de manter a calma diante de situações extremamente estressantes. É capaz também de sorrir e de ser meiga mesmo que esteja extenuada de cansaço.

Ser mãe é descansar nos braços de Deus, mesmo em meio a preocupações com dentes nascendo, resfriados, Fraudas, madrugadas em claro e dentes caindo. Esses dias serão difíceis, mas, que diante deles as mães possam sempre se lembrar das promessas de Jesus para que possam ter uma maternidade mais leve, porque o próprio Jesus disse: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus 11:28-30).

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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