Pessoas com síndrome de Down são pessoas especiais?

Estamos encerrando o mês de março, mês marcado pelas comemorações em alusão ao dia mundial da Síndrome de Down. O dia, 21/03, foi escolhido pela ONU porque representa a triplicação (trissomia) do 21º cromossomo que causa a síndrome. É uma data de conscientização global para celebrar a vida das pessoas com a down e garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que as demais pessoas.
Síndrome de Down é uma alteração genética causada por uma divisão celular atípica. As pessoas apresentam características como olhos amendoados, rosto arredondado, mãos menores e comprometimento intelectual. Aqueles que possuem a síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21 (o menor cromossomo humano), possuem três. Não se sabe por que isso acontece.
Elas são consideradas pela lei, como pessoas com deficiência para todos os efeitos e fazem jus a toda a legislação criada com o objetivo de coibir discriminação, preconceitos, e lhes garantir dignidade.
Segundo o último Censo do IBGE, estima-se que no Brasil existam em média 300 mil pessoas com síndrome de down. Um grupo de pessoas que ainda sofre com a exclusão e são tratadas como inferiores, eternas crianças, como aqueles que não podem.
Ocorre que, são pessoas que precisam ser vistas sobretudo como pessoas humanas e não tratadas como eternas “crianças especiais”. Diga-se de passagem, não devemos rotular uma pessoa como ‘especial’ em virtude da sua deficiência, afinal, não somos todos especiais, diferentes e únicos?
Repetir rótulos faz com que, mesmo sem intenção, colaboremos para a perpetuação do ciclo da exclusão, já que, de alguma forma, eles demonstram a ideia de separação. Sendo assim, o grande desafio é que, mesmo iguais perante a lei, devemos reconhecer que possuímos características diferentes, portanto, se faz necessário que o respeito e a empatia norteie as relações, para que o próximo seja visto a partir das suas potencialidades e não limitados à deficiência, afinal, para construir uma sociedade que acolhe e aceita o outro é dever de todos nós.








