Mensalidade da Netflix sobe quase cinco vezes; veja novos preços

A Netflix está com sua mensalidade mais cara. O que antes era uma diversão barata virou um verdadeiro teste de sobrevivência para o orçamento familiar. Só para ter uma ideia, o plano mais básico saltou de R$ 14,90 lá em 2011 para amargos R$ 25,90 agora em 2026 (um aumento de quase 74%). No plano Premium, que custava R$ 25,90 em 2013, bateu a pesada marca de R$ 71,90.
Aquela assinatura no cartão de crédito muitas vezes passa batida, mas o estrago no fim do mês é real. Para quem ganha um salário mínimo, o plano mais caro da plataforma já devora cerca de 4,5% da renda.
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O consultor financeiro Fábio Martini alerta que, embora o valor isolado possa parecer inofensivo, ele faz toda a diferença para quem precisa fechar a conta de despesas essenciais, como moradia e alimentação. “O lazer é importante, mas seus gastos precisam estar alinhados à capacidade financeira e aos objetivos pessoais”, explica à Exame.
O buraco fica ainda mais fundo quando somamos a Netflix a outros serviços de entretenimento. Aquele combo intocável de filmes, músicas, armazenamento em nuvem e aplicativo de academia pode ultrapassar facilmente os R$ 250 mensais. No ano, são quase R$ 3 mil escorrendo pelos dedos.
Histórico de aumentos
A trajetória de preços da Netflix é uma ladeira acima constante. Depois do valor de estreia, os repasses começaram a pipocar já em 2013. Com o passar dos anos e um catálogo mais encorpado, a empresa foi reformulando categorias. Em 2022, chegou até a lançar um plano mais em conta, porém recheado de intervalos comerciais.
O último aumento veio recentemente, em outubro de 2026, com aumentos que variaram entre 20% e quase 24% em todos os pacotes. Curiosamente, a novidade indigesta chegou apenas um dia após a empresa demitir cerca de 1.000 funcionários ao redor do mundo.
Por: Felipe Reis – @ofelipereis







