Do consultório às páginas: Douglas Buzoni e sua jornada entre psicologia e literatura

Em entrevista ao Portal Notícias de Franca, o psicólogo e escritor Douglas Buzoni, de 31 anos, conta sobre sua trajetória, a entrada no universo editorial e os impactos de suas obras — especialmente “Consciência Emocional: o Manual do Paciente” (Autografia, 2021) — na vida dos leitores. Natural de Igarapava (SP) e formado pela Unifran em Franca, Buzoni compartilha suas reflexões sobre identidade, propósito e o valor do futuro.
N.F.: Você se formou em psicologia há quanto tempo, Douglas?
D.B: Foi em janeiro de 2017… Já faz… Oito anos! Acho muito bacana pensar sobre o processo todo, desde 2012 quando ingressei, até hoje. Não concordo com pessoas que dizem “não sou o mesmo (a)” daquela época. É claro que sou. Precisei do adolescente que eu era para ser quem sou hoje. Ainda sou ele, porém com mais juízo (risos). Enfim, a gente se melhora, vai se lapidando com o tempo e a experiência, isso sim.
N.F.: E quem você é hoje?
D.B.: Me vejo muito como um psicólogo que tem se aventurado “até bem” na literatura… Não-ficção e, possivelmente, em breve ficção também. Digo “até bem”, pois não sou extremamente conhecido, e mesmo assim tenho recebido bons feedbacks. Sempre que alguém me procura para dizer que os livros – principalmente o “Consciência Emocional” – ajudaram a produzir alguma mudança em si mesmo, fico muito feliz.
N.F.: Ok. Mas não sei se esse “até bem” descreve bem sua situação, sobretudo por você ainda ser bastante jovem. Está com quantos anos?
D.B.: 31… Sou de 30 de setembro de 1993.
N.F: Não é francano, mas sei que tem uma história de amor com a cidade…
D.B.: Verdade… Nasci em Igarapava – SP, mas fiz a faculdade de psicologia aqui, na Unifran. Esse período foi um divisor de águas na minha vida… Vou sempre me lembrar com muito carinho.
N.F.: Ainda estou com seu “até bem” na cabeça… (risos).
D.B.: Olha… (Risos). Ok, os livros têm aberto portas muito interessantes, sim. Desde o lançamento, praticamente. Durante a pandemia participei de podcasts discutindo saúde mental e qualidade de vida. Tenho conseguido alguns espaços na TV aberta, o que era uma realidade impensável – ou quase – quando iniciei a graduação.

N.F.: O que levou você a escrever?
D.B.: Sempre gostei muito de escrever. Imaginava publicar algo, mas não colocava como prioridade. Já trabalhando com a psicologia senti necessidade de falar tanto com os psicólogos e estudiosos da área quanto com o grande público, no sentido de fornecer orientações mesmo. O “Consciência Emocional” foi pensado mais para o público em geral e meu livro mais recente, por exemplo, “Desenvolvimento da Personalidade”, para quem deseja estudar mais pausadamente as bases da psicologia, como as obras de Freud, Melanie Klein, Skinner, etc.

N.F.: Para finalizarmos: o você nos diz sobre o futuro?
D.B.: Na prática o futuro não existe e mesmo assim é muito valioso. Ele sempre será resultado do que prepararmos hoje, do caminho que pavimentarmos… Confio no futuro, mas também confio em mim, nos meus esforços e na minha dedicação.







