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Como combater a umidade e evitar mofo em casa sem riscos

Dica para se livrar do mofo (Foto: IA)

Cheiro de guardado, manchas escuras nos cantos do teto e roupas que saem do armário com odor estranho são sinais clássicos de umidade em excesso dentro de casa. Além de estragar paredes, móveis e tecidos, o problema favorece o mofo, que pode piorar alergias e crises respiratórias.

Por que a umidade causa mofo e mau cheiro?

O mofo precisa basicamente de duas coisas para crescer: umidade e matéria orgânica, como poeira, madeira, tecido e papel. Segundo a extensão da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, o bolor costuma aparecer quando a umidade relativa do ar se mantém em torno de 60% e a temperatura passa de 15 °C, condições muito comuns no Brasil.

O cheiro característico de lugar fechado vem dos compostos voláteis liberados pelos próprios fungos, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Por isso, aromatizadores apenas disfarçam o problema: o odor só some de verdade quando a umidade é controlada e os materiais secam por completo.

Qual é o nível ideal de umidade dentro de casa?

A EPA recomenda manter a umidade interna abaixo de 60%, de preferência entre 30% e 50%, e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam 50% ou menos para prevenir o mofo. Um higrômetro, aparelho barato vendido em lojas de utilidades, ajuda a acompanhar esse índice.

Mesmo sem ele, alguns sinais indicam umidade alta:

  • Vidros e janelas embaçados ou com gotas por dentro;
  • Cheiro de mofo em armários, banheiros e lavanderia;
  • Manchas escuras nos cantos de paredes e tetos;
  • Roupas e toalhas que demoram a secar ou ficam com odor;
  • Pintura descascando ou estufada.

Hábitos que ajudam a reduzir a umidade

A ventilação é a primeira linha de defesa. Abrir janelas de lados opostos da casa por alguns minutos por dia renova o ar e expulsa a umidade acumulada. A prática, de origem alemã, viralizou em 2026 nas redes sociais com o nome de “house burping”, algo como “fazer a casa arrotar”.

Outras atitudes simples também fazem diferença:

  • Ligar o exaustor ou abrir a janela durante o banho e ao cozinhar;
  • Tomar banhos mais curtos e um pouco menos quentes;
  • Secar roupas fora de casa ou em local bem ventilado;
  • Afastar móveis e armários alguns centímetros da parede;
  • Usar ar-condicionado ou desumidificador nos cômodos mais úmidos;
  • Consertar vazamentos em canos, telhados e calhas o quanto antes.

Como limpar o mofo com segurança

Pequenas áreas de mofo em superfícies lisas podem ser limpas em casa, com água e detergente, luvas e o ambiente ventilado, segundo a EPA. Depois da limpeza, a superfície precisa secar por completo. Produtos com cloro devem ser usados com cautela e nunca misturados com amoníaco ou outros produtos de limpeza, porque a reação libera gases tóxicos.

  • Mancha pequena, com menos de 1 m², em superfície lisa: Limpar com água e detergente, usando luvas, e secar bem.
  • Área grande ou mofo que sempre volta: Procurar um profissional para encontrar a origem da umidade.
  • Tapetes, colchões e forros molhados por muito tempo: Avaliar a substituição, porque o mofo penetra no material.
  • Cheiro persistente sem mancha visível: Investigar vazamentos ocultos em paredes, pisos e tetos.

Quando buscar ajuda profissional?

Se o mofo volta mesmo com ventilação e limpeza frequentes, a causa provavelmente está na estrutura da casa, como infiltrações, umidade que sobe do solo pelas paredes, telhado com falhas ou vazamentos dentro das paredes. Nesses casos, um pedreiro experiente, um engenheiro ou uma empresa especializada pode identificar a origem do problema, que precisa ser resolvida antes de qualquer pintura ou reforma.

A atenção deve ser maior em casas com crianças, idosos ou pessoas com asma, rinite e outras alergias, que são mais sensíveis aos esporos do mofo. Se aparecerem sintomas como tosse persistente, espirros frequentes ou falta de ar que melhoram fora de casa, a orientação é procurar um médico e, ao mesmo tempo, tratar a umidade do ambiente.

Notícias de Franca

É jornalista e editor da Folha de Franca

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