ÁUDIO: Cazarré encoraja ‘homens enfraquecidos’ que compraram seu curso e expõe perseguição: “Tentando nos intimidar”

O ator Juliano Cazarré enviou um áudio em grupos de WhatsApp com os homens que adquiriram seu evento voltado ao público masculino, “O Farol e A Forja”. O Feed TV teve acesso ao arquivo, que foi disparado nesta quinta-feira (16/07) e traz detalhes do conteúdo – ÁUDIO NO FIM DA MATÉRIA.
Marcado para o final de julho em São Paulo, o curso para ‘homens enfraquecidos’ entrou na mira da União Brasileira de Mulheres (UBM). Agora, o famoso diz que outro processo, que ele classifica como perseguição, chegou até a Uni Ítalo, organizadora do evento. Apesar das críticas de atrizes e da ação na Justiça, o ator deixou claro que não pretende recuar.
Em um áudio enviado a apoiadores, Cazarré confirmou o cerco legal, mas garantiu a realização do encontro. “Eles continuam tentando cancelar o evento e nos intimidar”, disparou o ator. “Ontem eu soube que a Uni Ítalo recebeu mais uma intimação judicial de algum coletivo desses aí, pedindo para explicar de onde está vindo o dinheiro que vai custear o evento.”
Longe de abaixar a guarda, Cazarré usou referências dos filmes de ação para demonstrar resiliência. “Nenhuma dessas tentativas de cancelamento vai funcionar. O evento vai acontecer e ele está ficando cada vez maior e cada vez mais forte. É que nem aquele filme do Van Damme, ‘Render-se Nunca, Retroceder Jamais’”, ironizou o artista, ressaltando que o projeto segue custeado com recursos da própria universidade e com o reinvestimento acelerado da venda de ingressos.
Apesar do cenário, o ator anunciou uma expansão do circuito de palestras. Para contornar as barreiras e unificar o público, o evento passou a vender ingressos online. “Vamos fazer O Farol e a Forja ficar maior ainda, mais gigante, e vamos juntar os homens com bons propósitos para a gente ter homens mais fortes, famílias mais fortes e um Brasil melhor”, convocou.
OUÇA O ÁUDIO AQUI:
Ação da UBM
A ação movida pela UBM contra Juliano Cazarré e o Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro (Uni Ítalo) exige esclarecimentos sobre os temas que serão abordados. A entidade teme a propagação de “discursos misóginos e estereótipos de gênero”. A mobilização ganhou peso após atrizes de peso, como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda, questionarem publicamente a narrativa do projeto, apontando que o suposto “enfraquecimento masculino” ignora a realidade da violência contra a mulher e apenas reforça o machismo estrutural.
Como base para o processo, a UBM relembrou uma fala recente do ator na televisão, onde ele declarou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”. O documento aponta que a afirmação produz desinformação. Em entrevista ao portal Metrópoles, a presidente da UBM Nacional, Vanja Andréa Santos, subiu o tom: “Ele se coloca contra tudo isso, inclusive contra a própria ciência, para poder estruturar um pensamento machista que em muitos momentos parece light, mas é misoginia pura”.
Sobre o envolvimento do espaço que abrigará as palestras, Vanja Andréa Santos alertou ao Metrópoles que a universidade estaria violando seu papel social e os direitos humanos se as pautas misóginas se confirmarem na prática.
Posicionamento da Uni Ítalo
Em nota enviada à reportagem do Metrópoles, a Uni Ítalo se defendeu, pontuando que o aluguel do Teatro Ítalo Brasileiro por terceiros não significa um apoio institucional às visões dos organizadores. A instituição destacou seu “compromisso permanente com a dignidade humana” e com a pluralidade, informando ainda que, até o momento, não havia recebido nenhuma notificação judicial — uma versão que contrasta diretamente com a declaração de Cazarré aos seus seguidores.
Por fim, sobre o áudio de Juliano e sua denúncia de nova intimidação, o Feed TV procurou a instituição, que não respondeu até o fechamento da matéria.








