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VÍDEO! Onça mata 25 galinhas em propriedade rural em Pedregulho

Dono de animais, que tirava o sustento com a criação, se diz cansado e vai desistir de criar galinhas

O serralheiro Moacir Ventura, de 76 anos, viveu momentos de medo e tristeza após ter sua criação de galinhas atacada por uma onça e seu filhote em sua propriedade rural, no município de Pedregulho (SP). Ao todo, 25 galinhas foram mortas, gerando prejuízo financeiro e impacto emocional ao idoso.

Segundo Moacir, a criação ajudava a complementar a renda da família. “Fiquei triste, porque ganho um salário mínimo e os ovos eram um complemento da renda”, contou. Diante dos ataques, ele afirma que não pretende mais manter a criação no local.

Os ataques ocorreram em três ocasiões diferentes. Na primeira, oito galinhas foram mortas; na segunda, outras dez; e, por fim, mais sete aves. “Eu imaginei que fosse gato-do-mato, porque já vi passando aqui perto, mas não imaginava que seriam onças. Eu nunca tinha visto por aqui, só na televisão”, relatou.

Desconfiado pela quantidade de animais mortos, Moacir decidiu mudar a posição de uma câmera de segurança, que inicialmente estava voltada para a porteira, direcionando-a para o galinheiro. As imagens registraram uma onça adulta acompanhada de um filhote circulando pela propriedade. Além disso, marcas de patas grandes ficaram visíveis no chão, que estava molhado pela chuva.

As gravações mostram os animais andando pela área e confirmam que se tratava de uma onça-fêmea com o filhote. “Elas subiram pelo telhado do galinheiro, que acabou quebrando, e aí fizeram a festa”, contou. Apesar do prejuízo, Moacir demonstra compreensão com a situação. “Mas é o habitat delas”, afirmou.

Atualmente, Moacir e a família não residem mais na propriedade rural. Eles moram na cidade de Pedregulho e vão até o local apenas duas vezes por dia, pela manhã e no fim da tarde, para cuidar das criações. “Como não moramos mais lá, fica difícil de controlar. Se colocar animais ali, provavelmente elas vão voltar”, explicou.

Mesmo lamentando as perdas, o serralheiro reforça que entende a presença dos animais silvestres. “Isso acontece, é complicado, triste, mas elas estão no lugar delas”, concluiu.

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

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