Pisando em Marisas e Marias

Zanzando por aí com o nosso dinheiro, Lula, de novo no exterior, saiu-se assim: “a mulher do presidente não nasceu para ser dona de casa”.
Escrúpulo tem a ver com respeito às pessoas. Tem a dizer também com
inquietação de consciência depois de cometer uma falta; remorso.
Qual das motivações move Lula contra as mulheres, uma, duas, três, incontáveis vezes e a mídia passa pano quente nele?
O que é essa maldita misoginia que somente se usa para atacar, genericamente, todos os que estão fora do espectro político do inconsequente Papi, da picanha que não chega, da gasolina que não baixa preço, da inflação que galopa e do proibitivo preço do cafezinho que reunia amigos e inimigos em torno da mesma mesa e os juntava em balcões?
Aversão e ódio à mulher há de ser combatida todos os dias, mas desde que o façamos a partir de nossos lares e famílias.
Pede a palavra o mais insuspeito dos interessados, o filho caçula e naturalmente irritado Luís Cláudio Lula da Silva:
“História da minha mãe ninguém apaga.”

Crédito: https://institutolula.org/
O desacato à história e à memória da falecida e discretíssima esposa não cessa.
Velho apaixonado é moleque com algum trocado no bolso. Compra picolé para guardar o palito. Costuma ser nessa toada. O consultório retém essas anomalias em seu confessionário.
Essa não é a primeira vez que Luís Cláudio se aborrece com menções, ainda que indiretas, à memória da mãe.
Em 10 de fevereiro de 2024, o perfil de Lula no X, postou um texto que havia sido publicado pela Fundação Perseu Abramo no aniversário de 44 anos do PT.
O texto original, que estava no portal da Fundação, dizia assim: “No começo era só um retalho de pano vermelho que a Marisa pegou e costurou uma estrela branca por cima”, registro o portal da oficialidade UOL, neste domingo[i]; o que deve fazer a contragosto ou por desgosto.
Quanto desprezo pela mãe de seus filhos e de tantos outros amados de sua descendência!
O valor de uma mulher, que não sendo somente mãe; companheira; parceira; consultora de economia de nascença; ministra de assuntos para a educação dos filhos; coach gratuita de maridos ignorantes, cultos e incultos; costureira; diarista sem diárias e empregada na informalidade sem direito a férias; sacerdotisa de noites e madrugadas acudindo os seus enfermos já no corte do cordão umbilical; psicóloga nossa de toda hora; mãos de fada cujos bolos e comidas guardam o sabor de quero mais; o colo acolhedor insubstituível de pequenos e marmanjos; está, também, na sua inestimável e abençoada missão de dona de casa, sem, na maioria das vezes, ter um metro quadrado de um imóvel em seu nome.
Por que não se cala?
Mesmo porque, os seus adoradores estão se descabelando e despejando intolerância nas redes sociais, com a implacável presença por nós custeada dos direta e indiretamente favorecidos com patrocínios do governo federal e de suas adjacências administrativas, os quais ostentam diplomas de cientistas políticos, advogados, ministras e de líderes deles mesmos.
Os vazios do amor verdadeiro se empanturram de tolices. Fico com o juiz, rei, autoridade superior na casa de Deus e profeta Samuel (1º; 16:7):
“Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração“.
Théo Maia
Opiniões – NF
[i] https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2025/03/30/lula-frase-janja-marisa-dona-de-casa-filho.htm







