Os livros que li em 2021

Comecei 2021 com uma única meta: ler pelo menos dois livros por mês – um deveria ser do clube de assinatura que fora meu presente de natal (receberia 12 livros, então era necessário ter disciplina para conseguir ler um por mês); e mais um, especificamente de autora para participar das discussões do grupo Leia Mulheres, aqui de Franca. Havia ainda uma ‘fila’ de livros comprados no ano anterior que precisavam ser lidos.
Queria ter chegado ao final do ano com pelo menos 24 lidos, indo um pouco mais além. É uma meta baixa, pois há leitores e leitoras por aí que conseguem ler bem mais que isso em um único ano. Acho maravilhoso. Mas tendo em vista que eu também tenho que ler material específico das aulas que ministro, achei minha meta possível de ser alcançada, principalmente porque sou daquelas que começam a ler várias obras ao mesmo tempo. Então comecei 2021 em ótima companhia – com Fernanda Montenegro. Carregava sua biografia para todos os lados que ia.
Como janeiro é mês de férias (não este ano!), a gente aproveita para ir ao médico e lá ia eu com meu livro. Na verdade, era bem provocativo, confesso, pois andar com livro embaixo do braço é ato de resistência e ler em público então, pode ser um afronta para muitos. Depois vieram – não nessa ordem – Aline Bel (O peso do pássaro morto); Isabel Allende (Eva Luna); Fernada Young (Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar), Vanessa Maranha (A Filha de Mrs. Dalloway e Estigma). Me debrucei sobre Zélia Gattai (Anarquistas Graças a Deus e outros) e até participei de uma live tendo a ousadia de falar sobre o livro e sobre a autora, por que simplesmente fiquei apaixonada por sua obra e sua escrita, confessando, desde já, que até 2021 não tinha lido Zélia Gattai. Então foi um prazer ler seus livros, estudar sobre ela e compartilhar. Ousei ler bell hooks (O feminismo é pra todo mundo), uma leitura necessária que pretendo continuar em 2022.
Do clube de assinaturas consegui ler três obras: Frida Kahlo, de Caroline Bernard; A garota que não se calou, de Abi Daré; e Os cem anos de Lenni e Margot, de Marianne Cronin. Interessante que ao olhar as três obras, percebi que elas têm algo em comum, estão no âmbito da ficção, porém, transitam em fatos reais apresentando temas como relações abusivas, trabalho e casamento na infância, pobreza, doença e de dor, mas também esperança e alegria. Ainda li o conto O papel de parede amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, e Carolinas, catadoras de sonhos, de Bárbara Rosa, para discussões no grupo Leia Mulheres Franca; e A mágica da arrumação, de Marie Kondo. O balanço: entre livros técnicos, teses e dissertações; bulas de remédios e exames diversos; notícias e fake news, eu li muita coisa em 2021. Muito menos do que eu gostaria e muito mais do que muita gente por aí.
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PS: Não foi possível ler tudo o que listei para 2021 por questões muito particulares vividas no ano, porém, 2022 mantenho firme o objetivo de ler os demais livros do clube de assinatura e outros tantos que se juntaram a eles. Já li dois em apenas 10 dias. E você?







