Opiniões

Ói que doidêra

Põe doideira nessa bagaça.

Aos fatos e às imagens:

Um ônibus que transportava 48 torcedores do Cruzeiro pegou fogo na noite de ontem, 10, na BR-040, na altura de Nova Lima.

O coletivo retornava de Belo Horizonte para São João del-Rei, após partida contra o Santos, quando as chamas começaram na parte traseira, ninguém se feriu.

O fogo atingiu alguns fios de energia elétrica resultando na falta de iluminação em alguns pontos.

A quantas estavam as revisões e serviços de conservação desse busão? Qual é o seu tempo de uso? Sua lotação estava correta? Havia sinais anteriores de problemas na parte elétrica? O que foi feito para levar e trazer os passageiros com a sua incolumidade corporal e emocional preservada? Esse e os demais veículos da empresa transportadora estava com a documentação obrigatória em dia? E seguro, tinha?

É alarmante a quantidade de veículos que tenha pegado fogo nos últimos meses.

A Polícia Rodoviária dos estados e a Federal estão de olho em CNH, documentação dos automotores. Bafômetro, de quando em vez.

Estaria o art. 230, do Código Brasileiro de Trânsito, em vigor?

Art. 230

Conduzir o veículo:

VIII – sem ter sido submetido à inspeção de segurança veicular, quando obrigatória;

IX – sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante;

X – com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN;

XVIII – em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104;

XIX – sem acionar o limpador de para-brisa sob chuva:

Infração – grave;

Penalidade – multa;

Medida administrativa – retenção do veículo para regularização;

XXII – com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas:

Infração – média;

Penalidade – multa.

Não é o que vimos nas vias públicas das cidades e menos ainda nas rodovias e vicinais.

O resultado não poderia ser pior: em 2024, pelo quarto ano consecutivo, o Brasil registrou um aumento no número de mortes e de sinistros nas rodovias federais. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no ano passado foram registrados 73.121 acidentes, resultando em 84.489 feridos e 6.160 mortos. Isso equivale a dizer que 16 pessoas morreram diariamente nas rodovias federais em 2024. Esse número é 10% maior em relação ao registrado em 2023. O número de acidentes e feridos teve alta de 8%.

A inércia que se alimenta de multas

A desigualdade regional e os desafios de cada estado revelam uma desigualdade regional alarmante.

O Brasil enfrenta uma verdadeira disparidade na taxa de mortalidade no trânsito. Enquanto o Amapá registra apenas 9,7 óbitos por 100 mil habitantes, Tocantins alcança 33,9 — a maior taxa do país.

As regiões Centro-Oeste e Sul enfrentam os índices mais elevados de mortes no trânsito, enquanto o Sudeste apresenta os menores números. Em comparação com a análise dos últimos cinco anos, apenas dez estados conseguiram reduzir os índices de mortalidade, com destaque para Rio Grande do Norte (-23,5%), Distrito Federal (-16,1%) e Ceará (-15,8%). Por outro lado, estados como Rondônia (+40,2%), Bahia (+27,3%) e Amapá (+24,4%) tiveram aumentos preocupantes nas mortes no trânsito[i]. Vai acabar no colo do PROCON.


Fonte: https://www.portaldotransito.com.br/noticias/fiscalizacao-e-legislacao/estatisticas/atlas-da-violencia-2025-violencia-no-transito-cresce-e-mortes-com-motocicletas-disparam-no-brasil/

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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