Opiniões

Na foice

Eles são de diálogo.

Isto é. Vêm em grupos que, em questão de minutos, transformam-se em hordas.

Perfeitamente.

Armados de facões, facas, canivetes (e, não raro, com armas de fogo, amoitadas sob as roupas de alguns deles), foram à Prefeitura de Parauapebas, no estado do Pará, dar uma aula de golpe de estado, digo, de democracia ao Prefeito Aurélio Goiano e a todos os que se encontravam naquele prédio municipal – um bem público, portanto.

A conversa se dava no tinir das armas brancas que se queriam alimentadas de ódio e de incontrolável manifestação de intolerância em massas.

Os guardas municipais viram o pemba em Parauapebas, município que está plantado no sudeste do estado do Pará, a “capital do minério”, devido à sua localização na Serra dos Carajás, a maior província mineral do planeta. Seguraram a entrada das centenas de agressivos ativistas o quanto puderam. Porém, em questão de minuto, perdem o controle:

– os militantes do MST foram para a galera.

Confere:

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que no passado se concentravam em ocupações de áreas rurais, agora miram repartições públicas. Em Parauapebas, o alvo foi a prefeitura, invadida com portão quebrado, câmeras danificadas e uso de facões e foices para intimidar. Após a entrada do grupo, câmeras de segurança foram destruídas e um notebook da sala do prefeito desapareceu.

O saldo do que os beneficiados e sustentados com recursos dos deixaram de sua manifestação pacífica inclui funcionário da prefeitura afirmando ter sido agredido, apresentando ferimentos no pescoço, além de ter o celular quebrado.

Os meios de comunicação, que amam o modo paz e amor do governo geral das nossas províncias (esse corretor de textos é foda: está defasado!) não foram poupados. Repórteres também foram coagidos. Um cinegrafista que fazia imagens para o Portal Pebão foi obrigado a entregar o cartão de memória do drone, após pressão de integrantes do grupo.

Com ordem judicial, a Polícia Militar retirou os invasores, mas o grupo segue acampado na Praça dos Pioneiros nas proximidades da prefeitura, com lonas, barracas e a bandeira hasteada, prometendo continuar protestando — deixando no ar a pergunta: isso é reivindicação ou campanha política de oposição travestida de protesto[i]?

Nem uma coisa nem outra.

O acampamento, o batom, os moradores em situação de rua – que estavam se sentindo solitários nessas noites de temperaturas amenas e chuvosas, até – estão amando nos novos camaradas.

Que é isso, companheiro? Golpe de estado municipal.

O relator do caso no STF (sempre tem feriado) será o de sempre.

Daqui pra frente, só pra trás.


[i] https://portalpebao.com.br/mst-troca-o-campo-pela-prefeitura-e-deixa-rastro-de-confusao-e-prejuizos/

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo