Mula espancada é show

Violência explícita
Ele é o tal. O gostosão!
Quando a ignorância e o desapreço pelo amor com os seres viventes ganham plateia, é hora de a sociedade se resetar.
Estamos diante de uma autoapresentação de valentia e prepotência que são capitulados como crime.
Com todo o respeito às opiniões contrárias, faceamos uma típica ação penal incondicionada:
Evair Henrique Rodrigues é o nome dele. Encontrá-lo na pequena Ribeirão Corrente, coladinha em nossa cidade de Franca, SP, é mais fácil que tomar doce da mão de criança!
Pois é esse indivíduo aí que chicoteou, com estalos, a cara de sua mula, forçando-a, com outros golpes, a adentrar um bar, com muita gente em volta.
Um espetáculo de dor e horror contra um animal de carga, de uma raça sabidamente resistente, dócil e com grande capacidade de equilibrio, para atravessar, com agilidade, trilhas estreitas, sinuosas, pedregosas, acidentadas e íngremes.
Mais estúpido, não sendo de idêntica dimensão em termos de causar revolta e desejo de que se faça justiça e logo, é saber que o estúpido tutor da mula chicoteada teve plateia e toquinhos de mão por seu condenavel feito.
B.O.
Disso decorre cogitar-se da necessidade de passar a mula em perícia durante o inquérito policial ou na própria ação criminal indeclinável, a fim de se apurar o seu estado geral de saúde e eventuais marcas de lesões e e sequelas por chicotadas e outros meios de tortura.
Tutela de urgência
É crível que, ainda nesta terça-feira de Carnaval, as autoridades judiciárias e, portanto, o Ministério Público, ordenem a busca e apresentação da mula espancada, conduzindo-a a lugar seguro. E, ao final, decretem a perda do direito de Evair a ter em sua posse ou companhia, com todas as demais penas que, pelo clamor social e evidente grau de crueldade do agente ostenta, terão de ser aplicadas.





