Estrago que o medo provoca

O poeta, corajoso, inventa mundos em palavras navegáveis “a barquinhos de papel” (Guimarães Rosa)… que nos abrem percepções e nos ajudam a atravessar infernos, abismos, redemoinhos, identificar carantonhas, esparramar cinzas e ressuscitar mortos.
Ouço gentes que se denominam “conservadores”, querendo dizer que são guardiães de valores.
Escuto, atenta, no permeio dos discursos imponentes notas falsetes de “covardia”, de medão de perceber que a vida passa, porque muda; muda porque passa…
Medo é adversário do Amor, medo pode ser pai do ódio, filho da inveja. Há um tipo de medo que provoca distorções graves, que nos engaiola no ruim, intoxicados, paralisados, anestesiados, convencidos que nada pode ser feito para mudar…
Há medos protetores de perigos não considerados. Mas tenho observado medos que apequenam o mundo de quem os sente.
No entanto, a Vida é muito maior do que nela, dela, por ela, podemos abarcar. Acredite, diminua o espaço do Medo e se permita experimentar viver! Enquanto há tempo…



