É sempre a mesma coisa

Tem inverno todo ano?
Tem, sim, senhores!
Tem eleições de quatro em quatro anos?
Sabem que sim.
As promessas dos candidatos em suas campanhas, por mais escrúpulos e juízo social que tenham os seus postulantes e a trupe que faz chover em copo descartável, o setor de saúde é o mais visado.
E não é por coincidência ou como isca para gerar atenção, audiência e “… o voto nosso de cada dia, nos dai na urna, …” que falar das dificuldades, exclusões, suposta insuficiência de recursos humanos e materiais e estruturais, filas quilométricas de cirurgias eletivas, atendimentos meia-boca que levam o paciente a perder a paciência e – tantas vezes, a vida – desespero, infelicidade e agonia pela espera uma vaga ou leito de internação de emergência (do que era urgência!) e na UTI da Santa Casa, falta de medicamentos de uso contínuo na rede municipal, burocracia para conseguir medicamentos de alto custo, desperdício de medicamentos ou insumos, por exemplo, é uma boa pedida!
Posso viajar com os caros amigos e seguidores?
“Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”, sentenciava Friedrich Nietzsche, um ateu de carteirinha.
Se ele, que dizia que ‘Deus está morto’, ficará alguém vivo ou em condições de sobreviver com o indeclinável e efetivo respeito à sua dignidade enquanto gente? O pensador alemão, falto de visão espiritual, foi-se em 25 de agosto de 1900, cego.
Crenças de lado, veja de frente o que uma UPA (e não é somente nesta), do Jardim Aeroporto, cravada no alto e no coração acelerado da zona sul de Franca, SP, melhor retrata se os serviços e prestações de saúde agradam:
“O tempo de demora será da mesma medida de sua capacidade de engolir sapos, beliscar escorpiões e fazer sorriso de noiva em uma dessas cadeiras ou de pé. Não há lugar para todos.”
A propaganda do setor está mais voltada para obras e, ainda assim, com os recursos vindos do governo estadual e do governo federal. A obra-prima da criação que espere!







