Opiniões

Covid e covardes

O pai não pode ser confundido com os filhos.

Tendo o dever de fornecer recursos para socorrer às emergentes e urgentes demandas da população brasileira, o governo federal, ainda assim, tem responsabilidade bem demarcada.

Afinal, quem deve aplicar com transparência e honestidade (probidade é vocábulo chique demais para sair da boca de bandidos investidos na condição de autoridades públicas) dos os valores das transferências e repasses em dinheiro, virtual ou de físico, são governadores e prefeitos.

Essas duas últimas castas deitaram e rolaram sobre cadáveres e de mutilados pelo coronavírus.


O pau sobrou somente para o governo anterior, de Bolsonaro, ovacionado como Mito e duramente criticado como suposto Genocida.

A CPI da Covid foi criada, instalada e eleitoral e elasticamente arrastada para dar munição a parlamentares do Senado que nem dormiam de medo de não ser reeleitos. Alguns sobreviveram no rastro de mortes dos contaminados pela maldita peste que, se dependesse deles, também teria visto de residência fixa no Brasil do fujão capitão.

Os números publicados pela respeitada Transparência Brasil, em um extrato que não representa uma faísca da substanciosa análise desta ONG, informam e despertam o inconformismo com a roubalheira e malversação do dinheiro de cada cidadão que, sem exceção, é contribuinte de tributos, gostando ou não. É ferro, amigos!

Divirta-se, se for capaz de se não indignar:

“Em 248 compras, a empresa contratada atua em áreas sem relação com o produto ou serviço que deveria entregar ao poder público. O Hospital Universitário de Brasília, por exemplo, fechou um contrato de R$ 406 mil com a empresa QMIDIA COMUNICACAO LTDA para compra de máscaras cirúrgicas descartáveis. No registro junto à Receita Federal, a atividade econômica da QMIDIA é “Instalação de painéis publicitários”.

O governo federal firmou 2.912 contratos com fornecedores inscritos no Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS). Uma empresa que foi incluída na lista após ser punida por irregularidades em contrato com a prefeitura de Ourinhos (SP), por exemplo, fechou 215 contratos emergenciais com o governo federal.

Contratações como essa são legais, de acordo com uma regra que flexibilizou os critérios para compras emergenciais relacionadas à pandemia. Ainda assim, oferecem alto risco de problemas, pois a presença de uma empresa no CEIS mostra que ela tem antecedentes de violação contratual ou legal em outra prestação de serviço para a administração pública.

Os alertas são gerados por algoritmos desenvolvidos pela organização para detectar características comuns em contratos que apresentam problemas.

A Transparência Brasil destaca que “a existência de alerta para uma compra não significa, necessariamente, que haja irregularidades”. Segundo a organização, as sinalizações no Tá de Pé indicam que aquelas contratações merecem uma avaliação mais detalhada, por apresentar uma ou mais características que elevam seu risco. O objetivo da ferramenta é fortalecer a governança de contratações emergenciais. ” – Acesse a íntegra:

https://www.transparencia.org.br/downloads/publicacoes/tadepe_compras_emergenciais_alertas_gov_federal.pdf?utm_source=mailing&utm_medium=email&utm_campaign=TDP-govfed&utm_term=

Mamãe, não falei!

Não falei que a espetaculosa e juridicamente arbitrária CPI da Covid pediu o indiciamento de Bolsonaro por charlatanismo, prevaricação, infração de medida sanitária preventiva, emprego irregular de verba pública; epidemia com resultado de morte.

Esperem. Teria somente feito a investigação de agentes públicos e privados apontados como divulgadores e incentivadores convictos da utilização de medicamentos ineficazes e tratamentos experimentais em pacientes do novo coronavírus.

A pá cantou na cabeça no Pá_zuello.

Aconteceu que o grupo de políticos da Câmara Alta acusou o ex-ministro Eduardo Pazuello de ter contribuído para o agravamento da pandemia, por suas ações e possíveis omissões no Ministério da Saúde.

Tudo muito grave, em termos. De novo, todas as pessoas de bom senso e despartidarizadas desconfiaram do acobertamento de governadores e de prefeitos desse Brasilzão, os gestores de fato do rio de dinheiro cujas comportas foram abertas desde Brasília, a cidade santa desta abençoada Terra de Santa Cruz.

Não se irrite.

Quem tem um engavetador-adulador-geral não passa perrengue. A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF, em julho do ano passado, o arquivamento solene das barulhentas apurações preliminares sobre o presidente Jair Bolsonaro, ministros e ex-ministros do governo abertas a partir das conclusões da CPI por entender que não há indícios das práticas timbradas de criminosas.

A salvação da lavoura é que o Supremo Tribunal Federal é uma maravilha de exemplo de imparcialidade e de observância da divisão e da independência dos poderes republicanos.

Segundo o decano Ministro Lewandowski, cabe ao Ministério Público Federal opinar quanto à presença de elementos essenciais necessários para eventual propositura da ação penal; o que bastou para uma baixar sua decisão de concordância com o arquivamento da maioria das investigações. Devem ter sobrevivido, por entubação de ocasião, duas, se tanto. Dr. Ricardo tem prestígio. Seus pares não se opuseram.

Cansei-me a mim e a vocês. Era o que tinha no cardápio da esculhambação da moralidade administrativa.

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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