Opiniões

Brava Gente Brasileira

Em setembro de 1822, o Brasil tinha como pilar a escravidão. Parafraseando Laurentino Gomes, comprar e vender gente era o negócio principal daquele novo país independente. Além das pessoas escravizadas, havia uma população pobre e carente de tudo, dominada por uma minoria branca. Também os indígenas grande parte dizimados por guerras, doenças e defesa de seu território não apareciam nas estatísticas.

Quase sete décadas depois, fomos o último país da América deixar a “escravidão” com a Lei Áurea. Ocasião que deixou vários homens e mulheres sem assistência alguma, deixados a própria sorte.

Jamais houve a justa reforma e divisão das terras improdutivas daqueles latifundiários. Jamais promoveu plenamente negros, pardos e indígenas com potenciais plenos democráticos.

A “segunda abolição” ainda não aconteceu, uma multidão sem condições mínimas, trabalhos velados com salários baixos que não garante o fundamental. Uma gente explorada por uma elite, sem justiça social.


Após dois séculos podemos ver qual independência estamos submetidos. Hoje lutamos pela manutenção das instituições democráticas, lutamos pela igualdade de direitos, e defendemos a Democracia.

É preciso observar a história para mudarmos o futuro.

Voz, vez e lugar. Nesta emblemática simbologia são 200 anos de resistência. É momento de refletir e ocupar o nosso espaço de direito no futuro, como brava gente brasileira.

Dione Castro

É administrador de empresa, estudante de gestão empresarial pela Fatec, graduado em direito e um eterno curioso.

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