Morada dos enganos

Será que faz sentido
Seres dominado por bens?
Por estes passas batido,
Caído nos nhenhenhéns.
Tens por útil e agradável
O que entra pela visão;
Aos ouvidos é palatável
Porque fervilhas de confusão!
Bem no meio do peito
Guardas uma espécie de bomba.
Dividido em quatro, o sujeito,
Enverga-te feito a maromba.
Irrigar é sua funcionalidade.
Manda força para todo o físico.
Nas raves da mentalidade,
É par ideal para o tísico.
Pelos vasos da sentimentalidade,
Passeia descansado no esterno.
Separado em dois, na verticalidade,
Une, sagaz, o vão e o eterno.
Desconfia do teu conhecimento
Porque reflete o teu coração.
Mofo por dispensar entendimento,
Os pés fazes tu de mão.
Basta a superfície dura
Em que se metes a correr!
A renovação do espírito é cura.
A retidão é a poção do saber.








