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Sesc Franca recebe o Balé Folclórico da Bahia em outubro

No dia 1º de outubro, o Sesc Franca recebe o Balé Folclórico da Bahia em turnê nacional que comemora 37 anos de trajetória. Criada em 1988, a companhia já se apresentou em mais de 30 países e 300 cidades, tornando-se uma das principais referências da dança afro-brasileira no cenário internacional.
A apresentação faz parte da Extensão Bienal Sesc de Dança, iniciativa vinculada à 14ª Bienal Sesc de Dança, realizada em Campinas. Com essa ação, o festival amplia seu alcance para outras unidades do Sesc em São Paulo, oferecendo ao público a oportunidade de acompanhar produções nacionais e internacionais que discutem memória, ancestralidade, identidade e novas estéticas da dança contemporânea.
O espetáculo reúne quatro coreografias que transitam entre o clássico e o contemporâneo, sem perder o vínculo com a raiz afro-baiana. Entre elas, Okan, de Nildinha Fonseca, conduzida pelo universo feminino; 2.3.8, de Slim Mello, inspirado no bairro de Plataforma, em Salvador; e Bolero, de Carlos Santos, que revisita a obra de Maurice Ravel. A essas se soma Afixirê, de Rosângela Silvestre, repertório consagrado da companhia que celebra os povos africanos e a cultura baiana.

Inspirada na luta cotidiana de uma companhia profissional para se manter em atividade, a montagem lança luz sobre bastidores e aspectos pouco conhecidos do universo do balé, além de valorizar artistas que passaram pela companhia e hoje são expoentes da dança internacional.

O Balé Folclórico da Bahia surgiu a partir das pesquisas de Walson (Vavá) Botelho e Ninho Reis sobre as manifestações populares do cotidiano baiano, traduzidas em linguagem cênica por meio da dança, da música e de expressões da cultura popular. Essa escolha garantiu autenticidade às coreografias e rendeu ao grupo reconhecimento de público e crítica, como a condecoração do “Prêmio Mambembão” do Ministério da Cultura em 1996.

Desde 1993 sob direção artística de José Carlos Santos (Zebrinha), a companhia mantém a Fundação Balé Folclórico da Bahia, que abriga projetos sociais e uma escola de dança folclórica, oferecendo formação em dança afro-brasileira, balé clássico, dança moderna, capoeira, música e teatro. A sede, localizada no Pelourinho, em Salvador, é também palco de apresentações que aproximam o público da cultura popular baiana.

A trajetória internacional do grupo inclui apresentações em festivais e palcos de prestígio, como a Bienal de Dança de Lyon, onde foi destaque em 1994 no evento “Mama África”, recebendo críticas positivas no jornal The New York Times. Desde então, o Balé Folclórico da Bahia consolidou-se como uma das mais importantes companhias de dança do mundo, levando a cultura baiana a públicos das Américas, Europa, Oceania e África.

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