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Relacionamento Abusivo

Muitas pessoas vivem em relacionamentos abusivos com namorados(as), companheiros(as), familiares, amigos, empregadores…e nem ao menos se dão conta, pois é um tipo de violência gradativa e sutil.

Não me surpreende a quantidade de relacionamentos tóxicos, afinal vivemos a era da “coisificação do ser humano”, seres humanos tornaram-se objetos pertencentes a determinadas pessoas (absurdo!), e as principais (não exclusivamente) vítimas são pessoas em situação de vulnerabilidade, como mulheres, idosos, pobres…Infelizmente, é no trabalho, no casamento, no namoro, até mesmo em relações de pais com seus filhos, e na minha opinião isso acontece em razão do sentimento de posse, na desconsideração da autonomia de vida da outra pessoa.

Vou tentar ser mais específica, há várias situações em que o relacionamento abusivo é notório, como por exemplo quando seu amigo(a), namorado(a), companheiro(a) pai/mãe começa a tomar decisões sobre a sua vida, dizendo o que deve vestir, comer, como deve agir, com quem deve conversar…é um ciclo de violência e controle do abusador para com a vítima que causam sérios danos psicológicos e que pode chegar a causar doenças físicas.

Geralmente, para sair de um relacionamento abusivo é necessário ajuda psicológica e de amigos/familiares que lhe queiram bem!

A maioria das vítimas são mulheres que sofrem essa violência de seus parceiros (maridos/namorados) em razão da cultura patriarcal e consequentemente machista que faz vítimas todos os dias e ainda as culpabilizam pela violência (Pense nas frases: Se ela está com ele é porque gosta de apanhar ou com aquela roupa mereceu!), sabemos que a realidade da violência contra a mulher no Brasil é uma questão complexa e que necessita muito trabalho.

É importante entender a dimensão cultural e social dessa violência e perceber a importância da denúncia (DISQUE 180) como forma de superar a invisibilidade da violência praticada contra a mulher, além disso é uma prática prevista na Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006) no artigo 7°, inciso II o que possibilita medidas de proteção.

E para terminar esse texto cito um trecho da música “Triste, Louca ou Má” da banda Francisco, el hombre e aproveito para recomendar que você leitor escute todas as musicas deles (sou fã!): “Prefiro queimar o mapa,  traçar de novo a estrada, ver cores nas cinzas. E a vida reinventar”.

As opiniões aqui publicadas não refletem necessariamente a opinião da Folha de Franca

Ana Beatriz Junqueira Munhoz

É advogada especialista em direito previdenciário, pós-graduanda em direito do trabalho, diretora adjunta e coordenadora da comissão de combate à violência contra a mulher da OAB Franca, conselheira e secretária no Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. Ativista social desde 2015 e escritora de seus sentires na página do instagram @coisasquetodocidadaodevesaber.

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