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“Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção” (Sl 66,2).

Durante a ceia pascal, Jesus realizou um ato de serviço e humildade, lavando os pés dos discípulos. Após o gesto, seguem as últimas lições e instruções do Mestre. No centro de tudo, está o mandamento do amor, como resposta ao vazio deixado por sua ausência. Amar é acolher, guardar e observar os mandamentos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14,23). Jesus estabeleceu entre ele e os discípulos um outro tipo de presença: Deus habita o coração de quem ama. Na prática do amor, os discípulos revelam-se como seguidores de Jesus e praticantes da palavra. Quem guarda a palavra é morada do Pai e do Filho.

“Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tiver dito” (Jo 14,26). Na teologia joanina, o Espírito é chamado de Paráclito, o consolador, o defensor, o intercessor, aquele que é chamado para estar junto, defendendo e protegendo os fiéis. O Espírito Santo é como o mestre que ensina, recorda e dá testemunho de Jesus. Ele guia para a verdade, ajuda a manter, a interpretar, a discernir a presença de Deus na história, é alguém que permanece em nós, uma presença amiga, o ,”doce hóspede da alma”.

“Porque decidimos, o Espírito Santo e nós não vos impor nenhum fardo” (At 15,28). A exigência para ser cristão é acreditar em Jesus como Senhor e Salvador, é deixar-se guiar pelo Espírito e viver o mandamento do amor.

A comunidade cristã é morada do Altíssimo: “A glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro” (Ap 21,23).

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14,27). A paz foi uma bandeira de Jesus: ele veio revelar o amor de Deus e destruir os muros de inimizades e separações entre os seres humanos. A paz é obra de Deus, é dom do Espírito, sinal do Reino. A paz é obra humana, é ação daqueles que acolhem a vontade do Senhor. No Jubileu que estamos celebrando, a paz deve ser sinal e objeto de nossa esperança.

“Senhor, fazei-nos instrumentos de vossa paz!”

Minhas orações a todos.

Dom Paulo.

Dom Paulo Roberto Beloto

É Bispo da Diocese de Franca

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