“Por entre aclamações, Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Sl 46,6).

Quando recitamos o Símbolo dos Apóstolos, professamos a nossa fé na ascensão do Senhor: afirmamos que ele “subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”. As Sagradas Escrituras atestam que Jesus, após à sua morte e ressurreição, foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus (cf. Mc 16,19; Lc 24,51; At 1,2.9.11; Ef 1,20).
O Catecismo da Igreja Católica diz que “a ascensão de Cristo assinala a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio de Deus, de onde voltará, até lá, no entanto, o esconde aos olhos dos homens” (CIgC, 665).
A ascensão é a celebração da exaltação do senhorio de Jesus, o coroamento de sua caminhada entre nós. Ele agora está em plena comunhão de vida e de poder com o Pai, sentado à sua direita, no seu ser e na sua soberania. A glorificação do Senhor Jesus não se explica com a razão humana, só os olhos da fé nos levam a enxergar esse mistério.
Contemplamos o Senhor na sua glória, o nosso desejo é o céu. Mas somos peregrinos da esperança, caminhando aqui na terra com fé, no exercício da caridade.
“Eu enviarei sobre vós aquele que o Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,49). Agora é tempo do Espírito, da vigilância e da ação, do apostolado e do testemunho. É tempo de servir ao bem, à verdade e a Deus, esperando o regresso glorioso de Jesus Cristo.
O saudoso Papa Francisco ressaltou na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais a necessidade de se “desarmar a comunicação”, pois a sua real função é gerar esperança e não “medo e desespero, preconceitos e rancores”.
Que o bom Deus abençoe e ilumine todos os profissionais da comunicação no anúncio da verdade que gera vida e esperança.
“Em seguida – os
discípulos – volltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam sempre no templo, bendizendo a Deus” (Lc 24,52).
Dom Paulo.






