O preço de não caber

Em minha vida pessoal e profissional, tenho uma característica que é marcante. Via de regra, quando vejo algo que tem ligação com o que acredito — mesmo não encontrando agremiações — eu vou e faço.
Óbvio que esse jeito de ser me causou, e às vezes ainda causa, alguns problemas. Situações em que, variadas vezes, sou mal interpretado. Ora como “aquele que quer chamar atenção”; “esse gosta de aparecer”; “falastrão ou palestrante” (modo pejorativo); “ele quer o lugar do fulano”; “esse é perigoso”; “esse é político”; dentre tantas outras.
Na vida pessoal, encontro caretas e olhares como se quisessem dizer: “esse vive no mundo de Boby”. Outrora: “ele viaja, coitado”; “ele não sabe a sua e nossa realidade”; “um sonhador”; e outras variadas que denomino de inércia mental de quem não quer sair da zona de conforto.
É preciso coragem para acreditar no que se pensa, sobretudo destemor para colocar em prática. As grandes referências mundiais, em suas vidas pessoais e públicas, tiveram a audácia de não fazer parte do coletivo que seguia um caminho sem discernimento. E aqui, o leitor pode pensar em qualquer uma que admira. Perceberá que são mentes disruptivas.
Nossas ações são nossas assinaturas perante o mundo. Chamo de identidade, por isso é o exemplo que vale mais frente ao discurso bem postado. O mundo é aquilo que cada um de nós “enxergamos”. É aquilo que experimentamos. Foram muitos enfrentamentos na vida pessoal até aqui. Tantos outros nos vinte anos de carreira.
No entanto, nessa versão atual — a melhor até aqui — permaneço convicto em agir na vida profissional com propósito e responsabilidade social; na vida pessoal, com paixão e esperança; na vida pública, com prudência e bom senso. Na vida espiritual, seguir o evangelho.
Paz e bem.









Arrasou Dione
Visão além do alcance!