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Rifaina, o melhor mergulho em água doce

Por Antônio Coutinho

Projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pode promover Rifaina a “Capital do Mergulho em Água Doce”. Os praticantes já lhe concedem esse titulo há tempos, mas a oficialização potencializa os ganhos para o turismo civilizado na cidade.

A autoria do projeto é da deputada delegada Graciela David Ambrósio. Atendeu pedido do vereador rifainense Ernani Baraldi, conhecido pela sua pregação sobre as importâncias do turismo sustentável no município.

A Comissão de Constituição e Justiça

(CCJ) deu parecer favorável ao projeto no dia 30 de agosto último. Segue agora para as demais comissões temáticas da Alesp, como a de Turismo, por exemplo. Após passar por todas as necessárias, o projeto será votado em plenário.

​ Apesar de atestada a legalidade da proposta, não há um prazo definido para ela ser votada. O andamento depende da pauta da Assembleia e do apoio político dos deputados.

PARTE DO POVOADO SUBMERSO

​A história do mergulho em Rifaina começa com a formação da Represa de Jaguara – reservatório da usina hidrelétrica que entrou em operação em 1970.

Parte do antigo povoado ficou submerso. As ruínas de casas, olarias, pontes e até a estação ferroviária se transformaram em pontos de expedição subaquática que atraem mergulhadores de todos os níveis e lugares.

​O guia “Roteiros de Mergulho” aponta Rifaina como destino com maior número de pontos de mergulho em água doce no estado de São Paulo. São nove locais catalogados, com águas limpas, cânions submersos e uma biodiversidade aquática rica.

​ Rifaina tem escolas de mergulho há anos, o que demonstra a consolidação da atividade aqui (ou lá, se aqui não está).

Além de impulsionar o turismo civilizado – é impossivel gritar, ouvir lixo musical debaixo dágua, por exemplo -, mergulho em Rifaina é atividade de impacto ambiental inexpressivo.

Mergulho fomenta a educação ambiental (somente psicopata não se enquadra), contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável do turismo e a economia local, inclusive fora da alta temporada.

CAUSAS DA IMPORTÂNCIA

​Mas o que torna Rifaina tão especial para o mergulho? A resposta está na história submersa da cidade, em sua topografia única. A represa, formada pela Usina Hidrelétrica de Jaguara em 1970, esconde parte da cidade antiga.

O cenário debaixo d’água oferece visão interessante para o que se denomina mergulho de expedição.

​ Diferente do mergulho recreativo em águas cristalinas de praias e lagoas, o mergulho de expedição na Represa de Jaguara é uma verdadeira exploração.

Trata-se de uma jornada que vai além da simples contemplação da vida aquática. Os mergulhadores partem em busca de vestígios históricos e estruturas que foram engolidas pelas águas, como a antiga Estação de Rifaina, casas e pontes.

Esses locais se tornam pontos

de referência e estudo, combinando aventura, história e até mesmo a biologia de ecossistemas que se adaptaram a esse novo ambiente. É uma experiência que une emoção da descoberta com respeito pelo passado e pela natureza.

Antônio Coutinho é jornalista


Este artigo representa a opinião do autor e não reflete, necessariamente, a posição editorial deste portal”

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