Irregular, entidade para acolhimento de idosos em Itirapuã é interditada a pedido de Promotoria
Entre problemas encontrados estava a oferta de alimentos vencidos
O Poder Judiciário interditou, nesta segunda-feira (23/6) e a pedido do promotor Tulio Vinicius Rosa, o programa desenvolvido por entidade de acolhimento para idosos situada em Itirapuã. No local, o MPSP constatou irregularidades como banhos coletivos na madrugada, inclusive em período de frio; condições insatisfatórias de limpeza e organização, insuficiência de funcionários e falhas na elaboração dos Planos Individuais de Atendimento, além da oferta de alimentos com prazos de validade vencidos.
Na mesma ação civil pública, os dois responsáveis pelo espaço foram condenados a pagar R$ 500 mil a título de dano moral coletivo.
Os diretores da instituição de longa permanência para idosos já haviam sido afastados por liminar obtida pelo Ministério Público em 2023. Em junho daquele ano, a Promotoria recomendou ao prefeito de Itirapuã, à gestora municipal de Assistência Social e ao presidente da entidade que adotassem medidas para sanar os problemas encontrados no estabelecimento, mas visita feita por Rosa seis meses depois constatou, por exemplo, que “idosos estavam comendo mangas doadas por terceiros para terem o que comer, chegando-se ao ponto de uma idosa esconder mangas para não passar fome”.






