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Grupo Santa Casa de Franca registra mais de 500 captações de órgãos e tecidos entre 2021 e 2025

O Grupo Santa Casa de Franca realizou, nos últimos cinco anos, mais de 500 captações de órgãos e tecidos para transplantes. O número reflete o impacto da doação como ferramenta essencial para salvar vidas e oferecer novas possibilidades a pacientes que aguardam na fila por um transplante.
A doação pode ocorrer em vida ou após o falecimento, e depende exclusivamente da autorização da família. No Brasil, a legislação exige que os familiares autorizem o procedimento, mesmo que o doador tenha manifestado sua vontade em vida. Por isso, especialistas reforçam a importância de conversar abertamente sobre o desejo de ser doador.
Atuação da Comissão de Transplantes
A Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Grupo Santa Casa conta com uma equipe multiprofissional — médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas — que atua na identificação de potenciais doadores e no acolhimento às famílias. O trabalho envolve esclarecimento sobre o processo de doação, apoio emocional e condução técnica dos procedimentos.
O médico Eduardo Migani, coordenador da comissão, explica: “Nosso papel vai muito além da identificação de um potencial doador. Atuamos para garantir que toda a jornada, desde o diagnóstico de morte encefálica até a doação, seja realizada com rigor ético e técnico.” A enfermeira Nanci Dias complementa: “Estar ao lado da família em um momento de dor exige sensibilidade e clareza na comunicação.”
Projeto Luz: doação de córneas em Franca
Desde 2003, o Projeto Luz, parceria entre o Grupo Santa Casa de Franca e o Rotary Club de Franca Imperador, viabiliza a doação de córneas após óbitos por parada cardíaca. A doação só ocorre com autorização expressa da família. As córneas são encaminhadas ao Banco de Olhos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e, quando possível, os transplantes são realizados no Hospital Geral de Franca.
Converse com sua família: a decisão está nas mãos deles
A doação de órgãos só acontece com o consentimento familiar. Por isso, quem deseja ser doador deve comunicar claramente sua vontade. Essa conversa pode ser decisiva para salvar vidas.
O que pode ser doado
• Após a morte: coração, pulmões, fígado, pâncreas, rins, córneas, pele, ossos, vasos sanguíneos, tendões e cartilagem
• Em vida: um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea (desde que não comprometa a saúde do doador)
A doação entre vivos é permitida para parentes até o quarto grau ou cônjuges. Em casos sem vínculo familiar, é necessária autorização judicial.
Dr. Sidnei Oliveira Martins, presidente voluntário do Grupo Santa Casa, reforça: “A doação de órgãos é um ato que pode oferecer uma nova chance a quem espera por um transplante. Nosso apelo é que as pessoas conversem com suas famílias sobre esse desejo.”

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