Colunas

“Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo”

(Sl 91,2)


No fim do Sermão da Planície (cf. Lc 6,39-45), Jesus fez algumas comparações e advertências aos discípulos, que ajudam no discernimento e na clareza do caminho a seguir. Ele se referiu ao perigo da hipocrisia, da incoerência e dissimulação. Não podemos nos desviar e querer enganar o próprio Deus. Aquilo que condenamos ou detestamos nos outros, pode encontrar-se em nós mesmos, até em medida maior.

O juízo é uma prática que não funciona e não muda o outro, é um procedimento arriscado, como disparar uma flecha a esmo, de olhos fechados, sem saber onde ou o que irá acertar. Como podemos sondar e conhecer as profundezas da vida alheia? Somente Deus tem a autoridade para julgar, e ele o faz com misericórdia, pois conhece os segredos do nosso coração.

O que caracteriza os seguidores de Jesus é o amor fraterno. Vivendo assim, seremos recompensados e chamados “filhos do Altíssimo” (Lc 6,35).

Às portas da Quaresma, a Palavra é um convite à conversão e ao testemunho de vida. O cristianismo propagou-se e cresceu muito mais pela santidade dos seus membros do que pela pregação, mesmo sendo ela fundamental. É a coerência de vida que dá consistência e autoridade ao que falamos. O bom exemplo diz mais do que as palavras bonitas.


“Sede firmes e inabaláveis, empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor, certos de que vossas fadigas não são em vão, no Senhor” (1 Cor 15,58).

Minhas orações.
Dom Paulo.

Dom Paulo Roberto Beloto

É Bispo da Diocese de Franca

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo