Caiu aos pés do Cristo

Um jogo-de-empurra é no que se transformaram a omissão e a clara falta de suporte para os casos de urgência e de emergência de saúde em um dos pontos de turismo religioso e secular mais visitados do mundo.
Cada entidade responsável por uma área do Corcovado, e, portanto, do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, apresentou uma desculpa para justificar o injustificável. Ninguém assume nada e vidas se perdem porque não havia uma ambulância naquele local de visibilidade e frequência massiva internacional.
Uma vergonha. Um descaso com os peregrinos, curiosos e apaixonados pela Cidade Maravilhosa.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram tentativas desesperadas de reanimação do gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, que morreu após passar mal em uma das escadarias do Cristo Redentor no último domingo, dia 16.
A moça que aparece de bermuda e blusa brancas, que é nora do senhor que teve o mal súbito, é enfermeira, ainda fez o que pôde para reanimá-lo, contando com a ajuda de um funcionário de uma loja do parque e do padre João Damasceno, da capela do local, e outras pessoas.
Depois de quase quarenta minutos do desmaio e queda de Jorge foi que o SAMU e socorristas chegaram ao local com um desfibrilador, mas que não houve como reanimar o turista.
Quem diz que administra o Corcovado?
O monumento está em área cedida pelo governo federal à Arquidiocese do Rio há 95 anos.
O acesso à estátua é realizado através do Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e que realiza a cobrança de ingresso.
Bem. De concreto mesmo, além das estruturas e das escadarias do famoso e íngreme logradouro, ficaram as condolências da administração do lugar, prometendo, como sempre, abrir sindicância para apurar os fatos.
Sejamos otimistas. O país tem jeito, jeito de jeitinho brasileiro.








