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Boletim

Trocou a folhinha.

O calendário mudou sozinho, no automático.

O véi dançou!

2023 já Elvis.

O Ano Novo está com os dias contados. Nasceu para morrer.

Esses fatos comuns e alguns, com pinta de fenômenos, são frequentes no habitat humano que, raramente, temos tempo de observar. Curtir, ah!, seria pedir demais.

Por ter falado em folhinha, nesta plataforma digital local e regional, vinda para tornar público o que interessa a muitos e não a chegados e protegidos (no mais, protetores!), o NOTÍCIAS DE FRANCA – a sua Folha -, árvores vêm à mente, de sua semente e à mudinha.

O que está feio hoje, daqui a pouco enche os nossos olhos de beleza pura, não é Cae, Caetano?

Primeiro de janeiro. Pode riscar no calendário!

Ainda dá para augurar um Feliz 2024 para os interlocutores, circunstantes e quem mais possa merecê-lo; ou não.  A felicidade do semelhante não pode ser sazonal. A seca traz sede e fome. Mata.

O calor que vem fazendo nem combina com a simples lembrança de quadra de ano em que, predominando o clima frio, as produtoras da fotossíntese, fornecedoras exclusivas do ar que respiramos, ficam peladas, com frente, costas e lados à maneira de criações de artistas loucos de cabelos rebelados.

Quebradas pelo frio, caem as folhas. Exauridos os seus pigmentos, verdes por excelência, os ventos danados negam a elas o repouso. Vão-se nos vãos, como quem se foi ficando.

Em fração de minutos, o dia de ontem recebeu as honras fúnebres no enterro do Velho Ano.

Quem fez, fez.

E quem não fez? Fizesse!, ouvimos, no impenetrável do silêncio, do coral dos perfeitos, astros e estrelas, despregadas do firmamento azul, que não pensam duas vezes para, em cruzeiros, cruzar a vida e dela se despedir por coisas de somenos, em palavras de naftalinas de tribunais e cortes de privilegiados infelizes.

Empanturrados de ceias e bebidas, pensavam somente no réveillon. Ô, já era também, pai!

O Natal foi sacrificado qual o peru e assado, temperadinho, igual a pernis e frangos. A ansiedade coletiva antecipa o hoje e rouba a graça do amanhã. Daí, a ressaca.

Aprendêssemos com as plantas, teríamos abastecido as despensas e armários quando calor e flores jogavam no mesmo time.

Está faltando chão para quem vive no mundo da lua!

Desesperar, jamais. Estamos com o monstro esquecido do melhor da MPB Ivan Lins, carioca cuja alma foi tecida de Ituverava:

No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora acho que chegou a hora
De fazer valer o dito popular

Desesperar, jamais
Aprendemos muito nestes anos
Afinal de contas, não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

Começou outra partida. Estamos de primeira marcha! Amanhã será um novo dia, deste novo ano.

Quando termina o inverno e o clima quente volta, novas folhas aparecem e o processo se repete.

É a vez do renovo, em Cristo e com Cristo, desejamos a todos!

Théo Maia

1.º de janeiro de 2024, às 13h25

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

Um Comentário

  1. Uma confissão muito íntima minha: Levei bem mais que dois minutos nesse artigo sensacional meu nobre doutor Théo!!

    Seria lerdeza de minha já falída capacidade literária e interpretativa ou será se o motivo foi meu voraz apetite por relíquias tão raras assim?

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