Colunas

Alegrias e tristezas na mesma semana – uma homenagem as mulheres

Os ciclos da vida são mesmo muito interessantes e o tamanho do mundo nos mostra que viver alegrias e tristezas no mesmo dia, na mesma semana, no mesmo mês, integra nosso cotidiano. Enquanto estamos vivendo nossa vida, há vários países em guerra; líderes pensando no próximo ataque, ofensivas contra as democracias, famílias vivendo lutos e, outras comemorando belas conquistas. Não precisamos ir longe. Às vezes nossos vizinhos estão passando por alegrias e tristezas que nem imaginamos. Enquanto há pessoas viajando o mundo, outras nunca saíram sequer do bairro onde nasceram. O mundo é mesmo muito estranho e esquisito. Nosso olhar precisa estar mais atento ao que estar ao nosso redor: uma praça, uma árvore, uma criança, um velho. Depois de certa idade, o mundo gira mais rápida e se dermos atenção ao que realmente importa vamos ficar nos lamentando o resto da vida, por que a vida é assim o tempo todo – de chegadas e partidas. 

Tal qual podcast Radio Novelo (que indico muito que vocês conheçam) vamos ao nosso primeiro ato: Alegrias. Quero começar parabenizando a escritora e imortal da Academia Francana de Letras, Perpétua Amorim. Nesta segunda-feira, 21, ela recebeu mais um prêmio por sua obra literária. Dessa vez, pelo livro Falas Azuis publicado em 2025. A iniciativa é da União Brasileira dos Escritores do Rio de Janeiro e a entrega da premiação ocorreu na sede da Academia Brasileira de Letras. O livro foi distribuído gratuitamente no ano passado. @perpetuaamorim

Quero destacar também a escritora Lígia Freitas que até o próximo ano nos presenteará com seu primeiro livro. Contemplada pelo edital da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (PNAB 32/2025), o projeto de Lígia para publicação nos mostra que por mais difícil que seja concorrer nestes espaços é preciso perseverança. No ano passado, em um edital local ela não foi selecionada, porém, foi em busca de outros espaços e conseguiu. E se você não a conhece eu convido a conhecer. Ela usa suas redes sociais para divulgar seus textos e também de outros autores e autoras em um projeto chamado Sextou com a Li, Li de literatura, e de Lígia também. Acompanhem. @euligiafreitas

Tristeza é nosso segundo ato 

A tristeza integra o nosso cotidiano, mas, fiquei particularmente triste com a morte da feminista Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha Teles, uma sobrevivente, uma mulher incrível, escritora, batalhadora da democracia. Amelinha me foi apresentada pela querida professora Israild Giacometti, da minha graduação em Serviço Social. Ainda na graduação, Israild indicou o livro de Amelinha, Breve história do feminismo no Brasil, e, com certeza, foi um divisor na minha vida. Em 2013, tive a oportunidade de conversar pessoalmente com Amelinha e mostrar a ela meu exemplar de Breve história… datado de 1993; contei como havia sido importante para meus estudos e como foi um diferencial na minha vida. Ela se emocionou. Eu me emocionei. E ela gentilmente o autografou escrevendo as seguintes palavras: “Soraia, é muita emoção tomar conhecimento do caminho percorrido por você e por este livro em busca da libertação das mulheres. Abraço grande, Amelinha. Franca, 30/10/2013”.

Foi um privilégio, Amelinha.

Soraia Veloso

Soraia Veloso Cintra é Docente da Universidade Federal de São Carlos e Membro da Academia Francana de Letras, Cadeira nº 15 Marina de Andrade Marconi

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo