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Transfigurados em Cristo

Esta Igreja está construída no Monte da Transfiguração

Os discípulos sobem o Monte Tabor para ficar a sós com Jesus. Lucas no seu Evangelho sublinha que a transfiguração é um acontecimento de oração. Também nós precisamos de nos elevar, de nos deixarmos levar pelo Senhor, desapegando-nos do mundanismo e das vaidades. Trata-se de “subir” no Monte da oração, da contemplação, da meditação diária da Palavra de Deus.

“É na Oração pessoal e comunitária que nós encontramos, não com uma ideia, ou com uma proposta moral, mas com uma Pessoa, Jesus Cristo, que quer entrar em comunhão e intimidade conosco, que deseja ser nosso amigo e quer dar pleno sentido à nossa vida” (Bento XVI).

« Seguimos Jesus juntos… Tal como a subida de Jesus e dos seus discípulos ao Monte Tabor. Uma vez no monte, eis o ápice: a transfiguração de Jesus: Ele aparece resplandecente, divino, belo. Essa beleza supera todas as expectativas e compensa todo esforço. «Como em qualquer excursão desafiadora de montanha: ao subir é preciso manter o olhar firmemente fixo no caminho; mas o panorama que se abre no final surpreende e recompensa a sua admiração” (Papa Francisco). Este é basicamente o caso de todas as coisas sérias e importantes da vida; envolve esforço, contudo a alegria é imensa quando se atinge a meta! Não esqueçamos: coisas importantes para serem construídas leva tempo, sendo necessárias a paciência e a perseverança. Não nos deixemos contaminar pelo desejo do imediatismo, do querer “tudo aqui e agora!”.

No monte, eis a manifestação do Pai que, apontando para Jesus, diz: “Escutai-o”. «Portanto, a primeira indicação é muito clara: ouvir Jesus. A Quaresma é um tempo de graça na medida em que escutamos Aquele que nos fala. E de que maneira ele fala conosco? Antes de mais nada na Palavra de Deus, que a Igreja nos oferece na Liturgia: não a deixemos cair no vazio, mas no coração; se nem sempre podemos assistir à missa, podemos ler as leituras bíblicas dia após dia, até com a ajuda da internet. Além das Escrituras, o Senhor nos fala em nossos irmãos, principalmente nos rostos e nas histórias de quem precisa de nossa ajuda. Há muitas pessoas feridas no corpo e na alma, muitas pessoas solitárias, destruídas pelo sofrimento da vida. 

E aqui, finalmente, está o segundo verbo: descer. Depois de tanta beleza, não podemos ficar ali intertidos e só observando. Temos que ir a Jerusalém, seguir Jesus no dom de si.

“Do Tabor, o Monte da Transfiguração, o itinerário Quaresmal conduz-nos até o Gólgota, Monte do supremo sacrifício de amor do Sumo e Eterno Sacerdote da Nova e Eterna Aliança” (Bento XVI). 

 Fonte: Portal Cerco Il Tuo Volto, Missionários do Caminho.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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