
(Mc 1,22)
Entre as principais tarefas da Igreja, está a pregação e o ensino, iluminados pela Palavra. É um serviço que tem suas origens no Antigo Testamento. Moisés transmitiu ao povo a decisão do Senhor fazer surgir no meio dele um profeta, a quem deveria escutar. A sua missão era anunciar, com fidelidade, a sua palavra e a sua vontade. Da parte do povo, deveria ouvir com atenção e obedecer (Dt 18,15-20). O profetismo bíblico surgiu com essa incumbência: proclamar a Palavra de Deus.
Jesus Cristo é o Verbo encarnado (Jo 1,14), o profeta “poderoso em obras e palavras” (Lc 24,19), através dele o Pai falou de modo definitivo, uma “palavra poderosa”, que “sustenta todas as coisas” (Hb 1,3). O seu ensinamento causava espanto e admiração, pois era realizado com autoridade, no dizer do povo (Mc 1,22.27).
Obedecendo aos apelos e mandato do Senhor, os discípulos de Jesus foram anunciar por toda parte o Evangelho (Mt 28,19-20; Mc 16,15). Esta vocação e missão hoje cabe à Igreja, enviada a evangelizar.
“Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!”, rezamos no refrão do Salmo 94. Deus irá pedir contas “a quem não escutar” as suas palavras (Dt 18,19). Guardar a Palavra é permanecer em comunhão com o Senhor. Aprendemos de Jesus, que sempre estava em sintonia com Deus: o seu alimento era fazer a vontade do Pai (Jo 4,34).
Cristo é o centro do ministério da Palavra, é a ele que anunciamos não a nós mesmos (1 Pd 4,11; 2 Cor 4,5).
Maria nos ensina a acolher a Palavra de Deus: o Verbo se fez carne nela, quando foi obediente à mensagem do anjo Gabriel e por nove meses carregou-o no seu seio e o alimentou; em sua vida, a Mãe de Deus se deixou guiar e iluminar pelos seus desígnios e pela sua vontade. Podemos conceber a Palavra no coração e na vida, e deixar que ela se encarne em nós e ilumine o nosso caminho e o de nossos irmãos e irmãs.
” Senhor, que a tua Palavra transforme a nossa vida: queremos caminhar com retidão, na tua luz!”
Minhas orações a todos.






