Polícia Civil e Gaeco desarticulam ação de grupo criminoso prestes a realizar ataques contra bancos
Justiça expediu 20 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão, cumpridos simultaneamente nas cidades de São Paulo, Embu das Artes, Taboão da Serra, Jacareí, Ribeirão Preto e Cravinhos

Uma grande operação da Polícia Civil de São Paulo desmontou uma organização criminosa especializada em roubos a instituições financeiras na modalidade conhecida como “novo cangaço”. A ação, denominada Operação Volante, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (10) e contou com apoio do Ministério Público, por meio do Gaeco.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Cravinhos e revelou que a quadrilha estava prestes a realizar ataques violentos contra bancos, utilizando armamento de guerra, veículos blindados e tecnologia avançada.
Ao todo, a Justiça expediu 20 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão, cumpridos simultaneamente nas cidades de São Paulo, Embu das Artes, Taboão da Serra, Jacareí, Ribeirão Preto e Cravinhos.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso possuía um verdadeiro arsenal, incluindo fuzis de alto poder destrutivo, entre eles armas calibre .50, capazes de perfurar blindagens. Além disso, os suspeitos pretendiam utilizar veículos blindados, explosivos, drones e outros equipamentos táticos típicos do chamado “novo cangaço”.
Essa modalidade criminosa é marcada por ações extremamente violentas, normalmente em cidades do interior, envolvendo cercos urbanos, uso de explosivos para arrombamento de cofres e confronto direto com forças policiais.
Segundo a Polícia Civil, a operação teve caráter preventivo, já que os criminosos estavam em fase avançada de preparação para os ataques.
A ofensiva mobilizou equipes especializadas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). A Polícia Militar também prestou apoio com agentes do Comando de Operações Especiais (COE), do 11º BAEP e do 51º Batalhão do Interior.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.






