Região

Justiça Eleitoral cassa os diplomas dos candidatos do PDT de Jeriquara

Ação do MPSP também demonstrou fraude do partido à cota de gênero

Na última segunda-feira (14), a Justiça Eleitoral de Pedregulho decretou a nulidade dos votos obtidos pelo PDT e cassou os diplomas do partido do município de Jeriquara das eleições de 2024. 

Em ação movida pelo promotor eleitoral Filipe Teixeira Antunes, ficou provado que o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) foi fraudado, pois apresentou o registro de candidatura fictícia a fim de se cumprir a cota de gênero, a qual determina que cada partido ou coligação deve preencher, nas eleições proporcionais, o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. 

A suposta candidata, Ithaynara Costa dos Santos, não possuía filiação partidária, obteve votação inexpressiva no pleito, contabilizando 5 votos, e apresentou movimentação financeira de campanha irrelevante. De acordo com a ação, tudo isso indica que ela não possuía intenção em se eleger.

Franciele Marquesini, presidente do PDT-Jeriquara, e Manoel José de Oliveira, segundo secretário do partido, contribuíram de forma decisiva para a fraude, dando auxílio e suporte para que Ithaynara participasse, minimamente, dos atos antecedentes ao registro da candidatura. 

Os três foram condenados à ilegibilidade por 8 anos, a contar da eleição de 2024.

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